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Vista dos molhes da barra. Foto de Alex Vieira da Silva.


Contar a história de Laguna e seus portos seria contar uma história de 333 anos.  O Brasil tem 500 anos. Vocês imaginam o quanto seria extensa e rica, cheia de fatos e assuntos interessantes a serem redescobertos? Mas para isto precisaríamos de muito, muito tempo. E de recursos (fotos, fatos, bastante memória!) para discorrer sobre uma história que não engloba somente uma cidade chamada Laguna, mas uma vasta região brasileira. Como já diz em nossa bandeira, tão bem: “Ao Sul Levei o Brasil”. Com certeza! E muitas cidades são orgulhosas de terem feito parte de Laguna, assim como Laguna orgulha-se de suas filhas e filhos, sempre torcendo para que o progresso acompanhe a vida de todos.

O mais simples seria aqui colocar fotos, algumas legendas saudosas, algumas datas, e o restante deixar por conta da imaginação, memória e interpretação de cada um.

Mas isto não seria relembrar a história. Nem contá-la. Como não somos historiadores e para todo o site fazemos sempre o apelo a todos para que nos ajudem, corrigindo e acrescentando, aqui fizemos ainda mais. Antes de compor esta seção solicitamos (e continuamos a solicitar aqui) que cada cidadão se fizesse presente nestas páginas. Enviamos emails, pedimos aqui e ali. Hoje, agradecendo aos que nos responderam, iniciamos a seção “Laguna, Vida e Portos”. E continuamos aguardando, pois sabemos que você, que agora está aqui, lendo, vendo estas páginas, poderá lembrar-se de alguma coisa, e também desejará participar.

A história de Laguna é contada através dos seus portos (não de “seu” porto). Cada “porto” que Laguna teve, se assim podemos dizer, foi uma etapa na sua história e a repercussão econômica, social e cultural nós constatamos aqui mesmo no site quando olhamos as diversas épocas lagunenses através das fotos de família, de fatos & fotos, de casamentos, amigos, aniversários, da cidade, etc.. Foram anos de muita riqueza, de vida social e cultural intensa. Foram também períodos de revolta, outros de tristeza, outros ainda simplesmente de partida e pobreza.  Mas uma coisa é certa: Laguna sempre viveu cheia de amigos. Amigos vindos para trabalhar nos portos, na ferrovia, nas estivas, na pesca, em qualquer lida que precisasse e fosse possível. Laguna abria os braços e criavam-se assim os lagunistas, aqueles apaixonados pela cidade que, de passagem ou para sempre, nunca mais deixariam Laguna sair de seus corações!


Foto do arquivo pessoal de Dalmo Mendes Faísca.



Não há como negar que houve um declínio profundo na cidade de Laguna após o “fechamento”, as mudanças, as transferências dos portos. E falar que hoje a cidade conta com um porto aberto, apenas reabre uma ferida não cicatrizada em muitos, pois que este último, apesar de aberto, deixa, com certeza, a desejar.

Com absoluta certeza o potencial da cidade de Laguna foi ignorado com relação ao sistema portuário como o continua sendo em tantos. Mas de que nos adiante olhar para o passado com mágoas? Olhar para o passado, só vale a pena se for para rever cenas que nos dão alegrias e também para aprender.

Com os portos de Laguna, temos as duas opções que se abrem para nós. A primeira é a alegria de rever momentos áureos de nossa terra, rever entes queridos que muito se empenharam por ela e pelos que tanto amaram. Rever pessoas que passaram e que se foram mas que deixaram as marcas da saudade. E a segunda opção, mas válida e certeira, é olhar para trás com olhos sábios e compreender  que nunca podemos deixar de aprender. Aprender que não serve para nada se debruçar sobre um passado de glória e sobre ele ficar se queixando sem nada concretizar para o futuro. Aprender que de um passado de glória a gente se orgulha, mas procura observar com olhos inteligentes onde aconteceram os erros que levaram a tão grande derrocada para poder se reerguer e continuar a caminhar sempre mais forte.

Dizem tanto que Laguna é a terra do já teve. Pois que seja este também um orgulho. Já tivemos. Tivemos muito. Fomos praticamente todo o sul do estado de Santa Catarina  e orgulhosamente levamos o Brasil ao restante do sul, este último nos guardando em tanta estima.

Já tivemos heróis, heroínas, sim já tivemos tanto. Justamente porque somos tanto. Cada época reflete uma sociedade e cada sociedade reflete uma época. Hoje, o que somos, reflete nossa época.

Lagunenses, lagunistas, vamos dar um passeio pelo passado. Com saudades, sim. Com orgulho, sim. Mas sem tristezas, porque o presente é feito com amor, educação e ações de coragem. Como a de reconhecer que o passado é passado e que sem isto, não há futuro.


                Jacqueline Bulos Aisenman - Genebra, 06 de setembro de 2009




Historiador, pesquisador, estudante, professor, cidadão, cidadã que ama sua cidade, sua região. Nós precisamos de você para contar a história de Laguna. Ajude-nos enviando textos de suas memórias, de memórias de sua família, textos de livros, textos de documentos, comentários. Ajude-nos corrigindo datas, erros em textos. Dê sugestões! Nós estamos tentando reconstruir passo a passo de uma história que é imensa e a única intenção é beneficiar a todos os que desejam conhecer um pouco mais de onde vieram. Sem você, faltará muito. Colabore conosco, colabore com aqueles que desejam conhecer, como dizia tão bem Pe. Dall’Alba, “monumental história de Laguna”!


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