PRIMEIRA PÁGINA
ATUALIZAÇÕES
DEIXE UM RECADO!
QUEM SOMOS
AVISOS IMPORTANTES
A CIDADE
A CIDADE EM MOVIMENTO
A CIDADE VISTA DO ALTO
A DISPUTA DO PORTO
A ESTÁTUA
A RODOVIÁRIA
A RUA DA PRAIA
A VIDA E OS PORTOS
A VIDA E OS PORTOS II
Vida e Portos II 1
Vida e Portos II 2
Vida e Portos II 3
Vida e Portos II 4
Vida e Portos II 5
Vida e Portos II 6
Vida e Portos II 7
Vida e Portos II 8
Vida e Portos II 9
Vida e Portos II 10
Vida e Portos II 11
Vida e Portos II 12
Vida e Portos II 13
Vida e Portos II 14
Vida e Portos II 15
Vida e Portos II 16
Vida e Portos II 17
Vida e Portos II 18
Vida e Portos II 19
Vida e Portos II 20
AS PONTES E FERROVIA
AMIGOS
AMIGOS II
ANITA GARIBALDI
ANITA GARIBALDI II
ANITA GARIBALDI III
ANITA E GETÚLIO
ANIVERSÁRIOS
BAILES DE DEBUTANTES
BALNEÁRIO MAR GROSSO
BALNEÁRIO MAR GROSSO II
BARES E RESTAURANTES
BOULEVARD
CADEIRINHA DO BACHA
CAIXAS DO GÊ
CAPELA DO ROSÁRIO
CARNAVAIS EM LAGUNA
CARNAVAIS EM LAGUNA II
CASAMENTOS
CINE TEATRO MUSSI
CRIANÇAS
CRÔNICAS DA CIDADE
EM VOLTA DO JARDIM
ESCOTISMO
ESPORTES
ESTUDANTES
ESTUDANTES II
FAMÍLIAS
FAMÍLIAS II
FAROL DE STA MARTA
FATOS & FOTOS
FAZENDO ARTE
FUTEBOL
FUTEBOL II
FUTEBOL III
FUTEBOL IV
FUTEBOL V
HOSPITAL
JORNAIS & JORNALISTAS
LARGO DA CARIOCA
MALTEZA S
MISCELANEA
MORRO DA GLÓRIA
NAVEGANTES
NOSSO POVO
PERSONAGENS
PERSONALIDADES
PEDRO RAIMUNDO
PONTOS TURISTICOS
PRAIAS LAGUNENSES
PRIMEIRA COMUNHÃO
RELIGIOSOS DIVERSOS
REVISTA DO GLOBO
SANTO ANTÔNIO
TROFÉU MOCORONGO
VICENTINOS
LINKS & LINKS
   
 



Os textos abaixo são trechos transcritos do segundo capítulo do livro documentário Laguna Antes de 1880, publicado em 1976, do Pe. João Leonir Dall’Alba., onde ele transcreve o relatório do Juiz Dr. Francisco Izidoro Rodrigues da Costa, enviado à corte com propósito de informação sobre a cidade. 


17 - Divisâo Eclesiastica

O município se divide eclesiasticamente em sete paróquias que pertencem à jurisdição do Rio de Janeiro, a saber: Cidade, Imaruí, Pescaria Brava, Vila Nova, Mirim, Nossa Senhora da Pledade do Tubarão,e  Araranguá, as quais estão sujeitas à vigaria forânea da Paróquia de Laguna, administrada pelo distinto lagunense Reverendíssimo Padre Manuel Joâo Luis da Silva.

São vigarios da cidade: O mesmo vigario da vara; Pescaria Brava,o Padre João Matos da Cunha (Baiano); Vila Nova e Mirim, o Padre Pedro Gonçalves Texeira Lapes (lagunense); Araranguá, o Padre Jûlio de Oliveira (lagunense); Tubarão, o Padre Buonacuore (italiano).


18 - Imprensa


Jornal A Verdade, de janeiro de 1880. Arquivo deste site.


Publicam-se atualmente os jomais "A Verdade", folha conservadora, e "Municipio", orgâo do Comércio e da Lavoura. o primeiro, de propriedade e redação Dr. Tomás Argemiro Ferreira Chaves. O priimeiro número saiu à luz em 6 de julho de 1879 e continua a publicar-se aos domingos. O segundo, o "Município", pertencente ao Sr. Presalindo Lery dos Santos. O primeiro número saiu a 9 de setembro de 1878. Publica-se este três vezes par semana, terças, quintas e sábados. Ambos são bem redigidos e trazem artigos de hábeis penas. Os redatores lutam corn dificuldades para a rnanutenção de seus periódicos, porque no pals poucos são os que sabem ler. Pretendíamos escrever algumas considerações para inovar a benévola atenção e proteção do povo para esse elemento de prosperidade local, mas, devido ao exCessivo traballho, apenas podemos farer nossas as sublimes palavras do imorta! escritor espanhol Emílio Castellar.


NOTA DO SITE: Abrimos um parêntese para aqui transcrever uns trechos do livro "Laguna de 1880" de Saul Ulysséa, publicado em 1943:

RUA TENENTE BESSA

"... O prédio da esquina da rua Santo Antônio, baixo e velho, foi pouco tempo antes, a escola de Aprendizes Marinheiro. Naquela época alí funcionava a tipografia do “Município”, jornal de propriedade do antigo professor Prezalino Lery Santos.
Foi êste o primeiro jornal impresso em Laguna. Publicado o primeiro número em 12 de Setembro de 1878, graças ao espírito progressista e cultura de Lery Santos.
Antes do “Município” foi publicado o “Pirilampo” a 6 de Junho de 1864, pelo sr. José Joaquim Lopes. Era impresso no Desterro, por não haver tipografia em nossa cidade, sendo a primeiro a de Lery Santos, que a montou para a publicação de seu jornal. Lery Santos compôs e imprimiu os primeiros números do seu jornalsinho de 17x23 que aumentou depois para o formato de 23x29. Ensinou a alguns rapazes a arte tipográfica. Lembro-me um de nome Pedro Gaspar e um pardo de nome Luiz.
Prezalino Lery Santos, conhecido por Ley Santoss, natural de Sergipe, veio para a Laguna contratado por diversos negociantes para a instalação de um colégio. Aqui residiu alguns anos. Era baixo, magro, moreno, nariz grande e usava sómente bigode, sendo êste volumoso e preto. Moço de 28 anos quando aqui chegou, tornou-se relacionado e estimado. Além de professor do colégio bem montado, lecionava moças nas respectivas residências.
Era inteligente e bom orador. Fui seu aluno. Introduziu novos métodos de ensino, bem mais adiantados que os das pequenas escolas existentes. Várias vezes, aos sábados, fazia conferências que era assistidas pelas famílias dos alunos. Após o discurso do professor, falavam ou recitavam alguns alunos. No final era entoado o hino do colégio da autoria de Lery.
Alegre e espansivo, gostava do Carnaval e tal folguedo proporcionou ensejo para lhe ser aplicado um apelido do qual não mais se poude livrar.
Em época carnavalesca, com outros moços, fantasiou-se de mulher e teve a infeliz idéia de colocar na cabeça um objeto muito util,mas muito reservado.
Divertiu-se muito, mas devido ao tal objeto ficou desde então apelidado Luiz Pignico (acrescento um g por decência).
Entretanto esta troça própria da mocidade, não esmaece o seu pretígio de homem culto e progressista. Laguna deve a Ley Santos um grande passo para o seu progresso, qual o da montagem da primeira tipografia e da impressão do primeiro jornal, o que não deve ser jamais esquecido pelos lagunenses..."


RUA DIREITA

"...Pegada a residência do dr. Izidoro, morava o sr. Antonio Cascais, ex-capitão do patacho “Esperança”, há pouco vendido. Usava barba cerrada grisalha como o bigode e cabelos. Era respeitável.
Na esquina da atual rua 15 de Novembro, morava com seu sogro, o dr. Tomaz Argemiro Ferreira Chaves, advogado
Dr. Chaves, como era conhecido, natural do Recife. Alto, magro, moreno, usava bigode preto como os cabelos. Era inteligente e elegante, vestia-se com apurado gôsto.
Fundou em 1879 o jornal “A verdade”, bem redigido e filiado ao partido Conservador..."


Voltando à leitura do relatório...


19 - Correio


O serviço do comércio deste município está ultimamente distribuindo a correio corn regularidade e ordem, a corresponder as  exigências do seu comércio, de sua lavoura e de suas relações sociais.

Expede malas para Tubarão,. Araranguá e freguesias do Mirim e Vila Nova do Termo. Para as comarcas de São Francisco e Capital, para todo o Império, por intermédio da repartição central.

O serviço é feito não só por iates, camo por dois estafetas que fazem seis viagens mensais e partern desta cidade nos dias 3 ou 4,9,14, 19, 24 e 29 de cada mes. Os estafetas fazem com pontualidade as viagens, mas é penoso o serviço, que, sendo feito às costas de cavalos, não se pode ainda encontrar bom pessoaI, pois o longínguo percurso e a exigüidade da retribuição não permitem a persistência de alguns indivíduos capazes. Lembramos ao Governo a neCessidade da criação de uma agência na rica e importante freguesia de Imaruí.


Para os mais jovens!

De acordo com o dicionário Houiass, segue a definição de Estafeta:

Portador de despachos, encomendas, cartas, que faz a entrega a cavalo; funcionário de empresa postal, encarregado de distribuir a correspondência; carteiro.


E de acordo com Saul Ulysséa, em 1880: "... As malas de correio eram conduzidas por terra em cargueiro, de cinco em cinco dias."

Além disto, na...

RUA DA PRAIA

".. Na casa pegada funcionava a Agência do Correio, sendo agente o sr. Francisco de Sousa Dutra, conhecido por Chico Sousa e pertencente à respeitável família Sousa. Altura regular e gordo, era por todos considerado. Quando chegavam as malas postais, os negociantes e particulares, iam à Agência assistir à distribuição e receber a que lhes pertencia.

As malas eram abertas diante do público. Havia uma pequena grade de madeira dividindo o recinto da Repartição, muito pequena. Após uma pequena distribuição o Agente lia em voz alta o nome do destinatário, primeiramente as cartas e depois os jornais e impressos.

O destinatário, ou alguém por êle, ao ouvir proferir-lhe o nome, respondia – presente – ou pronto – e a carta ou jornal lhe era entregue..."


(Em breve, na Seção Personalidades você encontrará uma biografia completa de Saul Ulysséa)



(Continue a leitura na página seguinte)

Historiador, pesquisador, estudante, professor, cidadão, cidadã que ama sua cidade, sua região. Nós precisamos de você para contar a história de Laguna. Ajude-nos enviando textos de suas memórias, de memórias de sua família, textos de livros, textos de documentos, comentários. Ajude-nos corrigindo datas, erros em textos. Dê sugestões! Nós estamos tentando reconstruir passo a passo de uma história que é imensa e a única intenção é beneficiar a todos os que desejam conhecer um pouco mais de onde vieram. Sem você, faltará muito. Colabore conosco, colabore com aqueles que desejam conhecer, como dizia tão bem Pe. Dall’Alba, “monumental história de Laguna”!

Fotos, textos, correções? Toda ajuda é importante! Envie para o nosso email coracional@bluewin.ch