Sonhos despertos revelam segredos Recorrentes que são nas noites solitárias Me chegam sem remédios, mas os medos Atormentam o adormecer nas horas várias Também levando a paz e deixando correntes.
Imagem: Abraxsis Chimera victoria frances diabulus
A doença era o amor Matava aos poucos Deixava rouco Sem voz Coração cheio de nós. A tristeza era a dor De não poder voltar No tempo e esvaziar Todas as lembranças. E perder enfim as esperanças De não mais amar o amor Se entristecer e adoecer De tanta falta de nós e de mim.
Gosto de inventar palavras Portas que me abram novos mundos ovos surpresa segundos imensos sem luz acesa. Gosto de escutir não de escutar Convertir conversas da boca dos outros para os meus ouvidos lá do coração sem pressa, bem louca monstros e gemidos Eu gosto de brincar Com os sentidos Infinitamentes ser a esperança o tudo, a coisa mais sonhada criança tonta e displiscentemente gostar de ti. Tanto e tão forte que tua imaginação nem poderia ver desconhecida criatura sensação desprotegido ser esperado no meu coração
(Ouço o silêncio e hoje e ele me basta mais do que as próprias batidas de meu coração)
Andei o mundo e sempre me seguindo Vinhas chegando como que pedindo Mas teu cortejo duro e incessante só me fazia ver mais claro cada dia a tua cara, o teu escuro tu que és a dor a dor mais lancinante.
Quer saber o que se chama dor? profunda dor? é a chama viva e acesa lembrança presa inconsciente subconsciente sempre presente eternamente algoz cruel dentes de fel cravados em nós.
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