As gargalhadas atravessaram a porta de vidro fechada... e me lembraram o porquê da porta estar assim fechada... Risos felizes, bolas correndo Barulhos de gente de todos os tamanhos costumam ficar de resguardo durante o inverno enquanto o frio dentro e fora das pessoas e das casas lacra as aberturas e todos fazem de conta que acreditam que um dia... um dia... o verão irá voltar para ficar.
(Ouvindo World On Fire (Solarstone Mix) com Sarah McLachlan)
Sentimentos profundos tão fundos Simbióticos... Emblemáticos do entendimento imperfeito e completo Simbiose fusão Estado avançado de amar Trajeto de vida em comum Aspectos da vida incomum A mais íntima declaração Inserção obrigatória da emoção de jamais poder abandonar e para sempre e incondicionalmente e perpetuamente amar...
As máscaras usadas por mim e por ti e por todos os outros que passam por nós seriam somente convenientes? E a conveniência? Entre os dentes.... Roendo a alma... Fazendo de conta que a conta do mundo não nos afeta... Tão oportuno seria ser o que não se quer ser? O que é conveniente nos dá a vantagem de viver ou não viver durante o que chamam realidade? A convêniencia parece a ciência de preencher a vida de interrogações e de não se reconhecer nem mesmo diante de um espelho após anos e anos de máscaras e falsos semblantes...
(Ouvindo aqui Kate Melua cantando - que coincidência - "In My Secret Life" de seu último disco)
E uma dor persistente Martela minha cabeça Amassa o canto Do meu olho e fecha a parte de mim Aberta para ver o mundo... Passo a detestar a luz Desligo o som E mesmo os cheiros Tornam-se tão difíceis de suportar... E antes que eu esqueça Esta vertente de ódio Deságua assim Seu líquido imundo... Espesso, como um pus, Ecoando e dando o tom como um rude feiro Torna-se tão absurda de aguentar...
Eu não tenho que tenho te perdoar pelos não ditos e por tudo aquilo que deveria ter sido calado e feito ou não feito ou desfeito... Mas preciso urgentemente me perdoar por tudo o que eu não soube ouvir ou pedir e pelos gestos que não fiz e pelos que fiz e pelas palavras caladas gritadas choradas... Eu tenho Eu preciso do perdão de um perdão qualquer Eu preciso Me perdoar por ter nascido por ter crescido por ser mulher por ser humana por poder falhar...
(Ouvindo Garbage. Neste momento toca I Think Im Paranoid. A imagem achei na net, achei linda)
Abandonei a minha pele e vesti a fantasia dos teus sonhos. Agora abre os olhos e fecha completamente todas as portas exteriores. Depois que eu estiver dentro de ti e inversamente, tudo o que importará será nossa fome.
Sabedoria é o desconhecer Simples assim, mais nada... Conhecer implica em seguir Em mergulhos profundos Em vôos mais altos... Sabedoria é fingir-se morto Esconder-se quieto No canto da vida... E esperar passar observar a bola que sobe e desce e de cima volta sobre quem jogou... Sabedoria é calar-se dizer que não sabe e ouvir as tolices e perceber as loucuras enquanto no silêncio espera-se apenas os minutos despejarem-se no vaso perene das horas...
(Este poema coloquei lá no grupo Adoro Escrever do orkut. Tem muita gente boa lá, muita gente que realmente adora escrever. É um estímulo e o nome do grupo diz tudo... Estou no silêncio total.)