MUITO MAIS DO QUE SOLIDÃO


A capa e o prefácio foram feitos pela colega e amiga Mônica Vilhena.

 


O livro Muito Mais do Que Solidão nasceu já em Genebra da vontade de compartilhar com os amigos que costumavam ler, de vez em quando, o que eu escrevia e assim me incentivavam a continuar.

Editar um livro não era coisa simples em 1994, ainda mais num país diferente, com uma língua diferente e tudo mais.

Lembrando do Projeto de 1990, pensei: e por que não? Assim, em forma de brochura, realizei meu segundo livro, unicamente para distribuição entre a família e as pessoas mais próximas.

O desenho da capa tinha sido realizado por ela em 1985 e, quando fiz o pedido que desenhasse algo  que acompanhasse o título do livro ela, pouco depois, voltou com o desenho original nas mãos dizendo:

- Eu já tinha. Estava esperando, não parece?

Verdade. E caiu, como já dizia aquele livro que eu detestei ler, como uma luva na mão.


Um parêntese para conhecer a autora da capa:


Professora de biodança, Mônica hoje vive em São Paulo. Nos 31 anos em que trabalhou como oficial de chancelaria das embaixadas brasileiras pelo mundo, Mônica Vilhena viveu em ambientes de requinte e sofisticação. Além disso, também trabalhou como vice-cônsul em alguns países, como Austrália e Suriname. Sua profissão a permitiu morar em lugares encantadores. (Foto e texto de Casa Abril). Mas, mesmo enquanto percorria esse mundo de beleza e glamour, seu coração já se preparava para uma época mais simples. Ao se aposentar, Mônica foi encontrar sua casa brasileira num condomínio perto de São Paulo, onde já vivia parte de sua família. “Agora aprecio os saguis, que aparecem no café-da-manhã, e as maritacas, que fazem barulho nas árvores”, diz, sorrindo.

Sua vida é hoje exatamente como ela gostaria que fosse: sem maiores compromissos e com muitos períodos de contemplação e silêncio. Momentos de agitação, só os trazidos pelos amigos que costumam visitá-la. Na cozinha, a mesa se tornou uma extensão direta do fogão para que Mônica continue ao lado da turma enquanto faz os pratos que aprendeu pelo mundo. Para trazer mais cor e vida à habitação, pintou algumas paredes de acordo com o feng shui, seguindo as orientações das arquitetas Maria Tereza Fronzi e Elisa Filipos, responsáveis pela reforma. “Elas entenderam bem que a minha nova casa deveria ser um resumo de toda a minha vida.”

 

O livro, simples, era dedicado assim:


"A todos os amigos que me foram

indispensáveis e cujos nomes, tantos,

por si só constituiriam um livro

de poemas. "


e


"Dedico este livro a todas as pessoas

que, como eu, escrevem os sentimentos.

Dedico também a todas as pessoas que,

como eu, sentem o que lêem.

Escrevi com muito amor e sem muito

pensar. Um brinde à emoção!"