Este é o esboço do que será a capa do meu livro. Está quase pronto pra ir pro forno. O título vem de meu avô Abelardo, o conteúdo do meu coração. Tenho a leve impressão que ele será aquariano porque é meio diferente das normas gerais estabelecidas. Vai nascer aqui na Europa devido às circunstâncias, mas espero criá-lo no coração dos brasileiros. Estou vivendo a impaciência dos útlimos meses de gravidez. E a angústia do que será o parto
São pequenos pontos na vida que vão se ligando. Muitas vezes parecem nem ter nada a ver um com o outro. São fatos comuns, ordinários, coisas que nem merecem ser anotadas, pensamentos tolos, reflexões profundas... talvez coisas que pudessem ser anotadas enfim. Pontos ordinários que vão se ligando para no fim mostrarem algo de extraordinário!
Anos e anos de gestação, de negação, de sim e não. Tantas desculpas! Tantos obstáculos invisíveis a olho nu e outros poucos bem reais...
Enquanto o tempo passava eu jurava a mim mesma que não queria e que acabaria não fazendo. Um dos meus maiores "empurradores" (olha eu aqui inventado coisa - eu adoro isto!!) foi o tio Jacques. Ele queria ver isto pronto de qualquer jeito. E o Paulo... meu Universo amado, se não fosse o Paulo me empurrar com muiiiiiiitaaaaaa vontade não saía mesmo. E a Cris Figueiredo. Ai, ai, ai. Ela revisou tudo com um jeito tão, mas tão especial, que passei até a me ver com outros olhos e gostar mais de mim.
Estão entendendo o meu silêncio desta semana? Não foi o carnaval. Nem a dor de cabeça miserável. Foram as dores do parto. Estou parindo.
Ele se chama "Coracional", tem 400 páginas e vai nascer agora no mês de março, nos meados, imagino. E como me disse um amigo um dia, "livro é livro quando pára em pé sozinho". Pois é, este vai parar em pé. Sozinho.
Estou com dor de barriga. Dor de cabeça. Dor de parto. Para os meus leitores que desejarem, farei questão de enviar um exemplar de presente. Com todo meu carinho. Até!
(Continuo com esta quase divindidade que é Yo Yo Ma!)
(Agora que plantei a semente e ela está crescendo, ouço a voz doce de Andrea Ross...) Imagem: Cyberman 2007
Eu admiro os intelectuais como admiro os trabalhadores braçais. Admiro os matemáticos como admiro os artistas. Admiro os crentes desesperados e os ateus fiéis.
Na verdade, admiro tudo o que é verdadeiro. Ou seja, admiro as pessoas que fazem aquilo que fazem porque é o que sabem fazer, porque fazem por prazer, por necessidade, não por obrigação, mas por amor. Mas jamais para se impor ou mostrar de si uma imagem que só existe no próprio espelho, no espelho interior. E acabam sendo o que nem mesmo sabem que são.
Certas pessoas tentam em vão me puxar para um lado e para o outro, gentis palavras fazendo as vezes de um balanço no quintal. Eu sorrio. Não sigo ninguém. Elevo meu silêncio ainda mais alto do que minha voz. Quem me conhece sabe. Não sou intelectual, nunca fui. Sou uma trabalhadora da arte, uma apaixonada pela leitura. Tenho talvez um temperamento mais artista do que matemático.... Escrevo apaixonadamente nas horas vagas e trabalho arduamente dez horas por dia! Creio num Deus de todos e dele sou devota e fiel. Mas sou descrente de quase todas as religiões, elas me desesperam, me assustam com seus dogmas devastadores. Em todas estas encruzilhadas, fora de mim eu sempre escolho aquela que está na minha pele, aquela que eu sinto que sou, que quero ser, que posso ser. Mesmo se por momentos a vida me faça fazer curvas... a natureza reage viva, me sorri e me devolve o que é "meu".
E neste momento em que várias pessoas mais próximas devem estar recebendo meu “Coracional”, o livro que acabo de editar, fico feliz de poder estar partilhando a minha felicidade. Espero que gostem, ele...sou eu!
Meu sonho chegou às ruas... ele não me pertence mais. De repente, me sinto nua, transparente, vulnerável, entregue.
O sonho, este sonho que tive durante toda minha vida e que durante os últimos anos fui transformando aos poucos em realidade. Com o auxílio de pessoas que foram fundamentais, perto fisicamente ou não.
Meu sonho saiu de dentro de mim, jorrou e espalhou-se. Ele não é mais um arquivo no computador e nem um amontado de páginas escritas com minha letra pequena. Tornou-se um livro.
E agora, de longe e de perto, me acenam para dizer que estão compartilhando comigo os sentimentos...
Um arrepio percorre meu corpo e uma lágrima desce emocionada: os sonhos, eles se realizam... eles se realizam...
(Estou aqui ouvindo Il Divo e pensando nas mensagens carinhosas, lindas, cheias de apoio que tenho recebido. Obrigada!)
Após ter enviado exemplares de "Coracional" para algumas pessoas no Brasil e em outros lugares, diariamente recebo emails de pessoas que conheço e outras que nem tive ainda a alegria de conhecer pedindo mais informações sobre o livro.
O que dizer? "Coracional" é um livro que nasceu do que se chama de Auto Edição. Foi escrito em Português por ser esta a minha língua, a língua que amo. Não está sendo vendido no Brasil, pois esta edição foi feita tendo como objetivo uma realização pessoal, mas dependendo da solicitação e das circunstâncias posso enviar a quem solicitar, se for uma demanda viável (o exemplar tem 400 páginas e não, não envio exemplares virtuais).
Transcrevo abaixo um trecho da introdução:
" INTRODUZINDO
Eis aqui um livro que é um retrato. Meu retrato. Excessivo e extremo, ingênuo e excêntrico, tanto quanto sou eu. Um amontoado de pedaços diferentes, de histórias inteiras e outras sem final. Uma mistura de formatos e gêneros. Sem muita ortodoxia. Aqui tem tu e você. Tem nós. Tem criações que certas pessoas poderiam chamar de erros e outras, mais clementes, chamariam de desvios. Quem sabe arte. Artimanhas. ..."
De abril de 2007
AGOSTOS 3
Eu não disse que agosto era mesmo imprevisível e cheio de ironias? Acabo de virar de testemunha de mais de uma delas:
Coracional, meu livro nascido no dia 20 de fevereiro de 2007, esgotou seus 500 exemplares. Incrível? E como!!! Nem eu mesma acredito que os únicos exemplares que estão aqui em casa são dois de teste, seis prometidos e o meu!
Que presente que recebi... e em que hora engraçada! Bem, sou a autora e auto-editora nesta história que para mim mais parece um conto de fadas... quem diria, pensei que fazer 500 exemplares seria ter livros para o resto da vida encaixotados em casa!!!!
E agora? Agora, acho que vou continuar. Encomendar mais, talvez o mesmo, talvez um pouco menos... tenho que pensar (vou montar o conselho da família - ei, mãe, a convocação é para daqui a quinze dias!!!) com meus conselheiros-família para resolver.Em todo caso, quero agradecer a vocês todos que gostaram, que me incentivaram, que divulgaram, que levaram o livro a outras mãos e hoje puseram este sorriso em meus lábios.Coracionalmente, obrigada!