O ARTISTA E O SEU LUGAR: UM OLHAR SOBRE A ARTE DE CHACHÁ
Monagrafia de Fabiano Espíndola Siqueira (continuação da página anterior)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização deste estudo nos mostrou a importância da arte na representação e na leitura do cotidiano.
A partir do enfoque sobre obras de Richard Calil Bulos, o Chachá, tentou-se adentrar no imaginário que representa aspectos da vida lagunense. Esta leitura nos possibilitou entender que ao criar suas telas, Chachá produz textos, narrativas, sentimentos, e também, ao escrever seus textos, o artista desenha, representa quadros com cores e formas, logo há na tela há a crônica, assim como há na crônica as imagens da tela. Portanto, seja ela escrita ou pintada, a arte de produzir textos que desvelam, transfiguram, representam o cotidiano. E ainda, em especial, este artista, desenvolve suas potencialidades para focar e evidenciar o dia-a-dia do município de Laguna.
Com o presente estudo, espera despertar em outros pesquisadores o desejo de revelar outros talentos, que muitas vezes ocultos, aguardam alguém que lhes dêem o merecido valor. E também, quebrar de certa forma o estigma de que um artista somente é reconhecido quando deixa de estar entre nós.
Sendo assim, se fazer arte é um trabalho solitário, cabe a nós estudantes, pesquisadores, educadores, torná-lo solidário, na medida em que promovemos esses artistas e suas obras, fazendo com que sejam apreciados por outrem.
BAKHTIN, Mikhail. Questões de Literatura e de Estética – A Teoria do Romance. São Paulo: Ed. Unesp, 1993.
3. BENJAMIN, Walter. Imaginacion y Sociedad. Madrid: Taurus, 1980.
4. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Ministério da Educação, 1988.
5. CADORIN, Adílcio. Os Botos de Laguna – The Dolphins of Laguna. Laguna: Fundação Anita Garibaldi/Instituto Boto Flipper, 2002.
6. CHEVALIER, Jean. GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos: mitos, sonhos, costumes, figuras, cores, números. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1997.
7. CUMMING, Robert. Para entender a Arte. São Paulo: Ática, 1998. 8. FARIAS, Vilson Francisco de. Dos Açores ao Brasil Meridional: uma viagem no tempo: 500 anos, litoral catarinense – 2 ed. – Florianópolis: Ed. do autor, 2000.
9. FINKELSTEIN, Lucien. Naïfs Brasileiros de Hoje. São Paulo: Câmara Nacional do Livro, 1994.
10. FOLHA DE SÃO PAULO. Entrevista com Carlos Heitor Cony. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2511200406.htm>. Acesso em: 04 out. 2004.
11. FONSECA, Joaquim da. Caricatura: a imagem gráfica do humor. Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1999.
13. LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [s.l] Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM Multimídia.
14. MORAIS, Frederico. Arte é o que eu e você chamamos de arte: 801 definições sobre arte e o sistema da arte. Rio de Janeiro, Record, 1998.
15. MGB Informática Ltda. Enciclopédia Eletrônica Barsa: versão 1.10 para Windows. Datasoft Informática, 1997. 1 CD-ROM. Windows 1998.
16. MOISÉS, Massaud. A criação literária – 10 ed. – São Paulo: Cultrix, 1978.
17. NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Ática, 1989.
18. PEDROSA, Israel. O Universo da Cor. Rio de Janeiro: Ed. Senac Nacional, 2003.
19. PREFEITURA MUNICIPAL DE LAGUNA – Secretaria Municipal da Educação e Esportes. Laguna – Passado e Presente: Resgatando nossa História e Descobrindo Novos Talentos – Pintura – 2000.
20. PROPP, Vladimir. Comicidade e riso. São Paulo: Ática, 1992.