... AO OCEANO


Não pertencer

a ninguém e a nada.

Solidão total.




Na rua da poesia

seguem caminhando

meus versos perdidos

sem rima ou sentido

tão cheios de mim!




Perfeição nunca.

Belo, bom, certo, justo...

Perfeito? Jamais!




Dores trabalham.

Mostram os limites ínfimos

entre o poder

e o querer.




Pequena porta,

aberta ou fechada,

é abertura.




Profanar a imagem

que no espelho se prolonga

tirando dela o sorriso.

Duvidar de sua realidade

e envenenar o corpo

o rosto

e o que possa ser alma.

No desespero sem calma,

um instante.

Lá distante reflete-se

o que não é

não poderia ser

se não fosse o real...

apenas a sombra

da realidade.




Lixo jogado

engolido pela paisagem

e pelos que a fazem viva.

O humano que despeja seus restos

sem consciência

é sinônimo do que despejou.




Livro fechado:

histórias, vidas, versos

sem razão de ser.




Ovos de chocolate

quebrados...

Dentro estavam os bombons!

Ai que bom

ter separado as metades!




Maresia no ar

o mar está mais perto

do meu coração