DO QUE EU GOSTO...


COISARADA 

Publicado no Certas Linhas em 26.10.2008 




Entre "2 hearts" de Kylie Minogue e uma versão moderna de How Deep is your Love, dos Bee Gees, vamos terminando as coisas aqui em casa... tudo com fundo musical.

O sábado, como eu disse antes é assim, o descanso matinal, as coisas da casa e depois, a saída fatal: as compras da semana que depois o tempo será curto. Ou pelo menos, digamos, não vai se desejar utilizar o tempo que sobra com este tipo de atividade.Gosto de dividir meu tempo "útil", ou seja, aquele que é só meu, com coisinhas bem egoístas. Escrevo muito. Muito mesmo. Transpiro textos. No ônibus, no meio da noite, no meio de um trabalho, entre uma atividade e outra, entre as refeições... escrever é um pouco minha respiração também. Como consequência disto vem o blog aqui.

E o site Coracional. E o novo livro. E os sites para os quais escrevo também. Tão vendo como eu sou? Depois vem as séries de TV. Aí é fooogooo... porque tem um montão que eu gosto. São várias mesmo. Tenho um gosto bastante eclético. Sou daquelas que depende o clima, o estado de espírito, o sei la o quê. Pode ser ficção científica (Battlestar Galactica é meu último xuxu...), policial, um dramazinho razoável, uma boa comédia (já viram My name is Earl? Ele e a história do karma são de matar a gente de rir e... de refletir!) e assim vai.

E nem coloquei na ordem certa as leituras... (a Diane Krall tá cantando The Look of Love, ai que coisa linda...) que eu devoro uma revista e um livro atrás de outro em ônibus, consultório médico, esperando em fila e até comendo (não me imitem que dizem que não presta fazer isto!).

Tudo isto sempre (ou quase sempre...) ouvindo músicas, que sem músicas eu não vivo. E claro, óbvio, mais que óbvio, na companhia sempre que possível - que eu não obrigo :)) -) do meu incrível consorte que divide comigo a maioria dessas atividades.Ah, e os computadores, quase esqueço dos meus amigos quase íntimos! Eu adooorooo computadores!! Tenho uma verdadeira paixão por formatar computadores, desmantelar tudo só pra arrumar tudo de novo, fazer tudo ficar bonitinho como se fosse novinho, novinho... Aí claro que volta e meia apareço aqui em casa com o computador de alguém. Até isto o meu lindinho e eu dividimos nossas paixões: eu adoro softwares e ele hardwares... a gente se entende né?

Aliás, deixa eu ir que escrever ele não gosta não e já está na hora de sair e o dever e ele me chamam! Até!

*Uma fotinho minha bem aleginha no meu escritório como ele era (e eu era) em 2006(O disco que estou ouvindo é Duas Caras Internacional)


UMA SÉRIE DE COISAS

(Publicado no Certas Linahs em 31 de julho de 2008)


Pois é. Quando parto para vasculhar a internet fico surpresa ao ver a quantidade de malucos como eu que adoram séries. Perco a até o complexo de, em pleno verão, estar acompanhando várias (a espera das principais... que chegam com o outono - Saibam vocês, Oh, leigos!!) novas e quase antigas séries, as chamadas de "meia" estação.


Dexter


Das sequências, lá vou seguindo a sina da minha querida e complemente perdida família Botwin e de seus amigos próximos e nem tão próximos assim. Caramba que a gente consegue se achar de bem com a vida quando vê a quantidade de "des-graças" que Nancy consegue arrumar pra sua vida...


Aliás, quando comecei a assistir Weeds, achei que a série ficaria ali, pela primeira temporada. Não a via ir muito longe. Hoje só a vejo crescer... é impressionante... E desmoralizante... onde é que se viu a gente ficar torcendo pra vendedor de maconha?? Mas é que Nancy é tão legal... e todo mundo na série é tão divertido!!! É... coisas da TV... Coisas da TV mesmo, pois ontem mesmo ainda vi o final da segunda temporada de outra série que eu simplesmente acho fantástica e que tava guardada para ser "degustada": Dexter. E quem é o Dexter? Um serial killer, oras! Adorável ele ! A gente torce pro cara o tempo todo... nem dá pra ser de outro jeito. A série é super bem feita, se passa em Miami e conta a história de Dexter Morgan, um cara incomum. Em todos os aspectos. Imperdível. Mal vejo a hora de ver a terceira começar...


Swingtown não resistiu e ficou na primeira temporada.


Swingtown me pegou desde o primeiro episódio. Os personagens são fortes, os anos são "os" 70 (e quando se fala de anos 70 se tem muito o que falar...) e a sugestão de sexo do título fica mais na sugestão, deixando muita liberdade para a imaginação e bastante histórias para serem contadas sobre todos os que invadem a tela da gente. Gostei. Espero sinceramente que não fique na promessa dos somente 13 episódios iniciais e que volte no próximo ano. Não vai ser fácil, a audiência parece que anda mal das pernas lá nos "estates" e quando é assim o povo de lá dá preferência para tiros...


Flashpont emplacou: já está na terceira temporada. Confesso que fiquei na primeira...

Falando em tiros... comecei a ver também Flashpoint e In Plain Sight. Faço dois em um porque pra mim é o que vale. A primeira é sobre uma unidade de elite, assim estilo SWAT. O primeiro episódio me fez um efeito daqueles. Uns defeitinhos ali, coisinhas aqui, mas gostei. No segundo, caí de onde estava. Agora devo ver o terceiro. Questão de decidir se continuo ou não. Mas aposto que este fica.


Quanto a In Plain Sight, este é sobre US Marshalls, assassinos, corpos, correria, piadinhas. Posso apostar que vai ficar e cair no gosto dos nossos amigos. De minha parte acho que vale como diversão, sem profundidade que não vale nadar no raso.Fora isto?

Pausas para Mad Men e In Treatment porque estas duas são obras que se vê, se revê. Para pensar também eu acho... Mas destas depois a gente fala...


SIMPLESMENTE MAYSA

(Publicado no Certas Linhas em 11 de janeiro de 2009)


Dias de frio convém: ficar olhando desfilar algo de bom na tela, ouvindo o que ali vai acontecendo. Não deu para evitar, nem para colocar numa sequência para ver bem depois de uma quase interminável lista de filmes e séries que desejo ver durante o inverno. Não deu. Antes mesmo de ver o primeiro capítulo minha memória já tinha partido encontrar coisas que eu tinha esquecido: Lembra, os versos de "Ouça", de "Meu Mundo Caiu", entre tanatas, lembra, estavam lá, escritas nos cadernos de poesia da adolescência? Estavam lá, ecoando os sentimentos cantados por ela, Maysa, no meu coração tão cedo também apaixonado. E como é que eu ia esperar mais.


Play! Vou ver um pouco do que fizeram, vou ver a vida dela, ali exposta, imagino a coragem e todo o vulcão de emoções explodindo, pelo filho, Jaime. Desdes os primeiros instantes eu olho e fico surpresa pela semelhança e expressões da atriz que a interpreta. Estou vendo mesmo uma série ou o tempo levou-me lá? O impacto não passa. Sigo vendo as primeiras cenas num ritmo acelerado, acompanhando, querendo e não querendo que as coisas aconteçam. Como se a gente pudesse mesmo moldar a realidade passada. Como se a gente pudesse avisar Romeu do que preparava Julieta. Com o passar dos capítulos sigo-a pela tela, seus movimentos naturais, seus olhos profundamente fortes. O interior das casa lugar por onde ela evolui, as vistas das cidades, as praias, bares, restaurantes, boates, todo um mundo recriado de forma fascinante!Menina, mocinha, mulher. Desde os tempos em que cerrava a boneca nos braços já era apaixonada pelo amor. Uma entrega total de si à espera do grande amor. E se viesse... E se fosse... Adolescente, escrevendo em cadernos os seus poemas, colando ao lado recortes de revista que clamavam o romatismo (Aqui, tenho certeza, muitas eternas adolescentes se reconheceram... - eu sim!). A cada tentativa uma parte de si quebrada, queimada, apunhalada por uma dor criada pelas expectativas vãs de um coração.

Me emocionei não com sua tristeza, incrustada tão forte em seus olhos, mas com sua imensa vontade de ser feliz, tentando de qualquer jeito e se afundando em suas próprias lágrimas de dor. Me entristeci muito foi com as loucuras que as pessoas são capazes de fazer para sugar outras. Nem deveria. Usar pessoas é uma capacidade tão comum em certas pessoas!Agora, pausa. É o meu coração que pede. Para ver outras pessoas, em outras vidas, de outros jeito. Mas não deixarei de ver o que vem depois. Que foi o que aconteceu antes e tanto marcou