Não estou aqui para criticar os fãs da Nouvelle Vague e de todos os seus criadores e discípulos. E menos ainda dos nossos cineastas intelectuais, politizados e consequentes dos anos 6o e 70. Longe disto, muito assisti, muito gostei e muito pensei sobre o assunto. Por isto mesmo cheguei à conclusão que mais do que nunca está na hora de eu me atirar de cabeça em tudo o que tem a mais por aí! Eu adoro rir (besteróis enormes do gênero Hot Shots me fazem rir mais de uma hora depois que acabaram...). Adoro sonhar (ainda revejo Titanic de vez em quando...). Sou fã de carteirinha de James Bond (e o novo é de matar, confessemos!). Comédias leves me deixam feliz (Holidays, com a Cameron Diaz e a Kate Winslet entre outros é uma delícia). E também adoro mistérios, heróis, super-heróis, fantasmas e bastante ação. Por falar em ação ontem a noite estava vidrada em 300. Este mesmo. O do Rodrigo Santoro, aquele dos espartas contra os persas (Rodrigo é Xerxes, o odioso - e sempre lindo - rei persa). O filme é do gênero Sin City, baseado em história em quadrinhos (os famosos "comics", com cores diferentes, cheio de estilos). E uma violência que minha nossa! Bem que meu filho me avisou: - Mãe, é violento. Mas se quer ver, vê. - Violento como, meu filho? - Violento, mãe. - Mas violento como, meu filho, matam muitos bichos? - Um ou outro. Tô falando de gente, mãe. Rola cabeça de todo lado. - Ah, tá... E rolou mesmo. E eu falei sozinha o filme inteiro. Foi ai, ui, ai minha nossa, ai meu deus do céu. Mas não posso negar que o filme foi bom mesmo. Aquela coisa dos senadores gregos (sempre tem um corrompendo, mentindo, comprando... que praga velha, hein!), guerreiros cheios de coragem, batalhas fabulosas. A coragem feminina que se manifesta. E é claro, os 300 e o maravilhoso rei Leônidas. Eu adooooreiiii. Sabe o que achei mais engraçado quando acabou o filme? Fiquei com aquela sensação de ter saído do cinema toda orgulhosa por ter um "dos nossos" lá no filme. E para os (as) candinhos (as) que adoram discutir a sexualidade do rapaz ao invés de torcer pela carreira dele, aqui vai de minha parte uma linda banana: bem feito, ele venceu mais uma! E fofoquem o que quiserem, ele há de vencer enquanto as más línguas cortam seus céus da boca. Eta praga nova hein!
Estou ouvindo o disco fabuloso de Yo-Yo Ma com com McFerrin
Acordei cedo. E bem. Exatamente o tipo de dia que adoro para ficar em casa porque é o dia que pode ser inteiramente reciclado...
Paciência. A vida do adulto é esta. Pena que que a gente passe boa parte da infância querendo crescer e a maior parte da adolescência tendo a certeza de que já é adulto.
Ontem ainda fui na livraria. Aproveitei uma pontinha de tempo entre uma reunião e um monte de trabalho e fui comprar "Eragon". Uma novo livro, uma nova esperança de um algo estilo Harry Potter ou O Senhor dos Anéis, cheio de fantasias, que inunde o meu mundo de alegria, de cores diferentes, de magia... que me faça mergulhar nas páginas sem ter vontade de mais nada. Ah, sim... do filme! Porque é claro que depois do livro, ver o filme também é uma delícia. Tão bom participar de universos paralelos, plenos de poderes, novos amigos e vontades nobres.
Com Eragon vou tentar diminuir a ansiedade pela espera do sétimo (e último!) livro de Harry Potter, quando pretendo descobrir tantas coisas depois da expectactiva por seis livros e quatro filmes absolutamente ótimos! Vou ler as páginas saboreando porque parece que tem um filme que vai sair no final do ano. E tem um segundo volume já editado. Se for bom, oba!
É assim, e falando da vidas das "pessoas" do livro com minha mãe, algumas amigas ou minha afilhada, que sinto que dentro de nós continuamos quase crianças...
Mesmo se daqui a cinco minutos tenho que levantar. Me vestir. Me pentear. Pintar os olhos. Pegar agenda. Ir trabalhar. E esqucer Hermione, Ron et Harry Potter.
E porque sou adulta, melhor lembrar de Bond, James Bond. (Aliás, Daniel Craig, ao contrário do que eu pensava, está muito bem como Bond. Gostei. Vou rever.)
Tantas vezes conhecemos os caminhos. E tantas vezes hesitamos em usá-los. Os caminhos estão sempre lá, eles não se disfarçam, não fazem de conta. Mas a gente dá passos para trás, pensa em opções, constrói viadutos inviáveis.
Somos princesas, somos Alices, precisamos de reinos e príncipes encantados, numa era em que a infomática nos dá Windows Vista, Linux e GPS. E que o mundo nos obriga a ir brigar na rua pelo sustento da família.
Queremos sonhar e ter o direito de não ser despertadas por nenhum ignorante que pense ser de família real ou rica o suficiente para nos colocar de volta neste mundo de brutos.
Eu também sou uma pessoa que adora sonhar. O sonho é sempre mais bonitinho, mais perfeito, ideal.
Mas, se tudo comigo acontesse como no filme Matrix e eu devesse escolher entre a pílula vermelha da realidade e a azul dos sonhos eternos, eu escolheria, sem hesitação, a vermelha. E mandaria o Kansas pro espaço.
Sou peixinha sim, mas meu coração é de capricórnio.
Obs.1: Cinema, dvd, vídeo, TV.... já ouviu falar do filme Matrix.... (porcarias, cadê o ponto de interrogação do meu teclado...) Porque se não viu o filme provavelmente vai pensar que eu tô divagando. Mais uma vez.
("Há uma diferença entre conhecer os caminhos e utilizá-los, diz Morpheus a Neo em Matrix) - sai da Matrix criatura, acabou o Natal, o feriado, a vida tá aí!
26 de dezembro de 2006 (E Bethânia me encanta com "Rosa dos Ventos")
Já chorou por causa de um livro? Não... eu não estou falando só do conteúdo e de todos os sentimentos felizes ou não que se possa sentir com a leitura.
Estou falando de chorar dias depois de ter acabado de ler. De, no meio da madrugada, fazer uma retrospectiva do universo criado pelo autor (no meu caso aqui, a autora) e chorar então com a emoção de ter vivido algo de excepcional. Chorar mesmoooooo.
Foram sete volumes. Sete livros através dos quais J. R. Howling conviveu com a criança, com o adolescente, o adulto, tudo em nós. Tocou em nossos medos, nossas emoções, abriu fronteiras secretas e utilisou linguagens mágicas para falar sutilmente ou abertamente de preconceito, morte, amizade, guerra, solidariedade, paz, união, defeitos, virtudes e, acima de tudo, de amor. Falou de amor em todos os sentidos. Seu Harry Potter e demais personagens vieram de seu universo, sua alma e pousaram sobre as folhas. Das folhas voaram para cada um de nós. E hoje somos uma verdadeira fraternidade! Pessoas que quando falam de Harry Potter, Ronald Wesley, Hermione Granger... esquecem a idade, esquecem o que fazem na vida, pensam outro modo de vida... e se compreendem, sabem exatamente do que falam um para o outro, o que estão sentindo.
A semana vai chegando ao fim... cada vez que termino a leitura de um volume (original) vou doá-lo à biblioteca imediatamente para que outra pessoa (criança, adulto...) possa ler também. Desta vez me agarrei no livro. E (pronto tô chorando de novo) como se estivesse mesmo me despedindo de alguém (aliás de um monte de gente!!!!) que eu não iria ver mais.
Eu sei que posso ler outras vezes. Mas quem já leu, quem viveu este universo me entende. E sabe o que eu fiz pra ir tranquila levar hoje no fim da tarde o livro pra biblioteca de presente? Comprei a edição "adulto" de "lembraça" pra mim. Eu que não sou fã de livros parados em estantes... que adoro vê-los pulando de mão em mão...
Não resisti. E agora tenho, junto aos livros que chamo minha "biblioteca de referência" (para pesquisas pessoais) e os livros de literatura ou não recebidos dos autores, os primeiros seis volumes do Harry Potter em francês... e o sétimo e o último recém colocado ali como uma verdadeira relíquia. O que com certeza o livro é.
Para quem está esperando traduções eu aconselho de todo coração: tentar ler com o dicionário do lado (como eu já fiz tantas vezes) ou aguardar a edição traduzida. Não vale a pena estragar a surpresa de um magnífico último volume com traduções mal feitas. É uma pena os países que não são de língua inglesa precisarem de um prazo tão grande para a edição. Na minha opinião, se eles queriam evitar mobilizações de tradutores mirins e coisas do gênero, deveriam ter traduzido para o mundo todo e lançado no mesmo dia para todo mundo. Mas vocês sabem o que quer dizer comércio? Pois é, isto independe de autor.
E, por falar em autor, mesmo se ela não vai entender ou saber, vai através da energia o meu agradecimento a esta autora por quem eu torci tanto nos útlimos anos após ter conhecido Harry pela primeira vez: obrigada! De todo meu coração, obrigada! Agradeço a você por ter partilhado conosco esta idéia linda que fez com que eu tivesse minha vida mais bonita, diálogos louquíssimos com minha mãe pelo telefone (ela é fã também) sobre o destino dos personagens, esperas de anos recompensadas intensamente!
Obrigada J.K. Rowling, sou uma pessoa mais feliz depois de ter vivido esta experiência!