Nosso Boulevard... sempre surpreendendo os fiéis clientes e os visitantes de passagem (que voltavam sempre... e não, eu não dava água da carioca para os turistas!).
Quase todas as semanas trocáva-mos a decoração. As paredes não eram simples paredes, mas um mural de exposições significativas que marcaram muitos. Foram desenhos, poemas, fotos, pôsteres de cinema e tanto, tanto mais.
No Boulevard todos tinham direito de expressão. Eram livres para declamar, cantar, mostrar talentos que nossa Laguna certas vezes reprimia.
Numas destas semanas, Tarcísio Feller, poeta, viajante desse mundo, contemplou-nos com uma exposição de seus poemas. Profunda poesia que ele não só escrevia como descrevia.
Emplacamos quatro semanas com uma exposição de desenhos e poemas. Todos feitos por pessoas que freqüentavam nosso gostoso cantinho. Bastou soltar as cartolinas, os lápis, as canetas e em muito pouco tempo uma de nossas melhores exposições estava montada. Ao vivo.