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Foto recebida de Dalmo Mendes Faísca.



                                   Ponte Ferroviária das Laranjeiras


                                                  Uma crônica de Valmir Guedes Jr.


Assim foi chamada durante muitas décadas a Ponte da Estrada de Ferro Tereza Cristina, com um comprimento de 1.480 metros. Depois popularizou-se como “de Cabeçuda”.
Leio nos jornais que a Ponte, desativada há muitos anos, estará nos próximos dias recebendo uma manutenção estética por parte da concessionária privada da malha ferroviária livrando-a de placas publicitárias e pichações diversas. Diz a matéria, que as extremidades da Ponte serão retiradas para evitar novos atos de vandalismo.
Um pouco de história
Em 07 de março de 1876, organizou-se na praça de Londres, uma Companhia com o título “The Donna Thereza Christina Raiway Company Limited”, que foi autorizada a funcionar no Brasil por Decreto nº 6.343, de 20 de setembro de 1876.
O escritório da “Companhia”, como era tratada a concessionária, foi instalado na Laguna.
Em 18 de julho de 1882, pela primeira vez um trem percorreu o trajeto Imbituba-Laguna.A construção da chamada Ponte de Laranjeiras tornou-se um capítulo à parte na construção da Estrada de Ferro.

Com o comprimento de 1.480 metros e com planos aprovados e as ferragens sendo confeccionadas na Inglaterra, foi paralisada sua construção.
No projeto não constava um vão móvel para a passagem de canoas e iates que diariamente faziam o percurso entre o centro da cidade (porto) e o Norte de Cabeçuda.
O comércio debruçou-se sobre o assunto preocupado com seus negócios. A Câmara Municipal interessou-se pela questão.
O assunto consumiu muita discussão, à época. Muitos textos em jornais foram escritos abordando o assunto.
Os técnicos da Estrada de Ferro alegaram que a navegação era de pouca importância, feita por canoas e iates em número reduzido. Entretanto tal não foi a opinião do Engenheiro Nicolau Viriato Chaves Barcellos, incumbido pelo Ministério dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, de estudar e dar um parecer sobre o assunto.
O Governo, então, decidiu-se pela construção da viga móvel, para júbilo da cidade Juliana.
Havia até uma placa fixada no local com os horários para a travessia.Sobre a construção da Estrada de Ferro foi publicado há muitos anos o livro “Teresa Cristina A Ferrovia do Carvão”, de Walter Zumblick. Diz o autor que “contra o ‘vão fixo” conspiravam, além do comércio da cidade, até as próprias forças da natureza!”. E explica que os dois navios que traziam material da Inglaterra para a ferrovia e em especial para a ponte foram à praia de Imbituba. Chamavam-se  “J. W. Greaves” e “Pendle Hill”.

A Ponte funcionou até 1934, quando em 1º de setembro daquele ano foi inaugurada a atual Ponte Henrique Lage.
A Estrada de Ferro já havia sido encampada pelo Governo Federal em 1902.
Em 1906 as oficinas da Estrada de Ferro que eram situadas em Imbituba, foram transferidas para Tubarão.
Os escritórios que desde a construção da Estrada de Ferro eram situadas na Laguna já haviam sido transferidos para a Cidade Azul. Em 1916 retornaram à Laguna onde ficaram até 1923.Há ainda mais um capítulo que estou preparando sobre a Estrada de Ferro, sua Estação no centro da cidade, o incêndio e construção de novo prédio, prolongamento da malha, a construção da nova estação no bairro Campo de Fora e finalmente a retirada do ramal Laguna.



Foto recebida de Aurélio.



Foto recebida de Aurélio.



Cartão postal enviado a Abelardo Calil Bulos.



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