A ponte férrea, com 1480 metros. Foto enviada por Fernando de Laguna.
The Donna Thereza Christina Railway Company Limited
Da descoberta do carvão à construção da Ferrovia
Inúmeras são as histórias de como o carvão catarinense tenha sido descoberto, entre elas a contada pelo Pe. João Leonir Dall’ Alba: "... conta ele que por volta de 1830 e numa determinada noite estando um grupo de tropeiros acampados em Passa Dois, nas proximidades de Lauro Müller, ajuntaram algumas pedras para servirem de apoio às panelas. Após atearem fogo a lenha, observaram espantados que as pedras também estavam queimando. O susto foi ainda maior quando começou a exalar um forte cheiro de enxofre, o que caracterizava, na época, a presença do diabo. No outro dia recolheram a amostras que foram remetidas ao Rio de Janeiro." (Trecho citado no livro do escritor Amadio Vettoretti, "Histórias de Tubarão – das origens ao século XX ", pág. 202).
Foto recebida de Fernando Bittencourt.
Com a descoberta do carvão o Império mandou para o local, Tubarão, vários exploradores para atestarem a qualidade do carvão. As primeiras explorações começadas antes de 1832, relatavam que o carvão existente nas cabeceiras do rio Tubarão era de boa qualidade. Sucessivamente, a qualidade do carvão passou a ser ora afirmada, ora contestada, tanto que o Sr. Van Lede em uma de sua obras sobre o Brasil, afirmou que o carvão catarinense era de má qualidade e pertencia à espécie conhecida com "Carvão de pedra chistoso luzidio." Sem a clara certeza da qualidade do carvão muitos naturalistas desejaram requerer o direito de exploração, porém logo desistiam por falta de transporte. Com isso o Governo em 1842, decidiu realizar a exploração por conta do Estado, mas não recebeu crédito e ficou sem efeito. Com tantas desistências, somente em 1861, o Segundo Visconde de Barbacena, Felisberto de Caldeiras Brand e Pont requereu do Governo o direito de exploração e "em 1874 conseguiu do Império a autorização para construir uma ferrovia que tomasse a seu cargo o transporte da hulha negra de Santa Catarina, aos portos de embarque de Imbituba e de Laguna. Nesse mesmo ano e mês, o contrato favorecia a concessão da Estrada num prazo de oitenta anos." ( Trechos do livro de Walter Zumblick, "Tereza Cristina – A Ferrovia do Carvão", na pág. 25/26).
"Duas foram as empresas surgida. Com títulos altamente significativos. Nascidas sob o calor dos favores governamentais. Foi assim, que sobre o entusiasmo que contagiou capitalistas na Inglaterra, sugiram a "The Tubarão Coal Mining Company" e a "The Donna Thereza Christina Railway Company Limited", ambas umbelicalmente atadas à mesma empreitada. Cavar o carvão, transportá-lo a um porto de embarque e vendê-lo na Europa. O nome da nossa ferrovia não surgiu por acaso. Era, isso sim, uma agradecida e sincera homenagem feita em troca a tão elevados favores partidos do coração sensível e boníssimo do nosso último imperador."( Trecho do livro de Walter Zumblick, "Tereza Cristina – A Ferrovia do Carvão, pág. 23.
A ponte férrea, com 1480 metros. Foto enviada por Fernando de Laguna.
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