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Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Aninha do Bentão e posteriormente como Anita Garibaldi, nasceu em Laguna, atualmente Morrinhos – SC, em 30 de agosto de 1821, vindo a morrer com apenas 28 anos em 04 de agosto de 1849. Viveu pouco tempo, mas entrou para a história, numa época em que a mulher era vista como um ser submisso e de poucas decisões. Seus gestos de bravura e coragem, quando em defesa de seus ideais de liberdade, lhe renderam o título de Heroína dos Dois Mundos – que lhe foi atribuído em função de ter lutado primeiramente aqui no Brasil e ter morrido lutando na Itália, por sua unificação.


Anita era filha de Bento Ribeiro da Silva e Maria Antônia de Jesus, de quem herdou a energia e a coragem pessoal, revelando desde criança um caráter independente e obstinado. Casou-se aos 14 anos por insistência materna, com Manuel Duarte de Aguiar. O curto matrimônio, sem afinidades e sem filhos, revelou-se um fracasso seguido de separação. Já aos 18 anos conheceu Giuseppe Garibaldi, que havia chegado com as tropas farroupilhas de Davi Canabarro e Joaquim Teixeira Nunes para tomar a Laguna em julho de 1839, fundando a República Juliana dos Cem Dias. Garibaldi chegara a Laguna com fama de herói pelo grande feito que acabara de realizar ao transportar, por terra, as duas embarcações Farroupilha e Seival de Capivari a Tramandaí e pelo posterior salvamento do naufrágio da Farroupilha ao sul do Cabo de Santa Marta. A Revolução Farroupilha eclodiu na noite de 19/09/1835, quando Bento Gonçalves da Silva avançou com cerca de 200 farrapos (ala dos exaltados, que queriam províncias mais autônomas, unidas por uma república mais flexível) sobre a capital Porto Alegre (que na época tinha cerca de 14 mil habitantes) pelo caminho da Azenha. A revolta deu-se como protesto contra os elevados impostos cobrados no local de venda (normalmente outros Estados) sobre itens (animais, couro, charque e trigo) oriundos das estâncias do Estado. Charqueadores e estancieiros reclamavam, ainda, de outros impostos: sobre o sal importado e sobre a propriedade da terra.


Daí surgiria um dos mais belos romances de amor e dedicação incondicionais. Com Giuseppe, Anita participa das lutas em Imbituba, na tomada de Laguna, e em Curitibanos, onde foi capturada. Conseguiu fugir e, em Lages, às margens do Rio Pelotas, atuou como enfermeira para os poucos sobreviventes. Da união de Giuseppe e Anita nasceram quatro filhos: seu primogênito Menotti, o único que nasceu no Brasil – Rio Grande do Sul; e nos anos seguintes Rosita, Teresita e Riccioti, que nasceram na capital uruguaia. Rosita morreu quando tinha apenas dois anos e meio, vítima de um ataque de difteria.


morte prematura de Anita causou muito sofrimento não só a Giuseppe, mas também aos compatriotas italianos, liberais uruguaios, farrapos brasileiros e republicanos dos dois continentes. Muitas dúvidas ainda hoje restam sobre a doença que causou a morte de Anita. Um dos médicos que analisaram o ocorrido, Dr. Pietro Nannini, afirmou inicialmente que Anita foi vítima de uma grave febre perniciosa. Mais tarde, no entanto, faria referência à doença como uma febre terciária simples. Antes de chegar a Roma, tinha passado por Maremma, que havia sofrido uma invasão de anófeles, insetos que transmitem a malária. Naqueles dias, diversos soldados foram vitimados por esta doença. A tuberculose, lesão pulmonar, congestão intestinal e tifo das montanhas foram outras causas mortais atribuídas por diversos estudiosos e pesquisadores. As evidências, entretanto, apontam para o impaludismo.


Apesar de se tratar de uma heroína que morreu há mais de 150 anos, sua memória é guardada até hoje. Anita Garibaldi empresta seu nome a dois municípios em Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis, a uma Praça em Curitiba – PR, e a uma fundação que tem o objetivo de zelar e restaurar o acervo histórico, estimular a pesquisa e os aspectos culturais que tiverem relação com a vida de Anita Garibaldi. No Rio de Janeiro, existe também uma rua com o seu nome. A brasileira é citada inúmeras vezes em comunidades da rede de relacionamentos virtual Orkut, ferramenta muito utilizada por jovens na faixa dos 20 anos de idade, que com sua iniciativa e seus comentários mostram admirar e ter como exemplo os feitos dessa grande personagem.


Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=4241



                                            ANITA GARIBALDI







A heroína brasileira Ana Maria de Jesus Ribeiro, que posteriormente ficou conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em 1821, em Laguna, Santa Catarina. Possuía um espírito muito livre, era uma excelente amazona, percebendo isso sua mãe optou por casá-la o mais rápido possível. Dessa forma, quando tinha entre 14 e 15 anos casou-se com um sapateiro, um homem simples cujo nome era Manuel Duarte de Aguiar. Eram muito diferentes tinham até divergência política. Após três anos de casada, conheceu Garibaldi. Foi ele que transformou Ana em Anita, na época ela tinha 18 e ele 32. Quando se conheceram, o marido de Anita se encontrava junto às tropas imperiais.


Ao lado de sua nova paixão (Garibaldi), Anita lançou-se nos campos de batalha. As principais demonstrações de bravura de Anita Garibaldi foram durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) onde passou por inúmeras privações e dificuldades. A união de Anita e Garibaldi foi oficializada somente três anos depois, no Uruguai, casamento que resultou em quatro filhos. Em certo momento da disputa, o grupo de rebeldes liderados por Garibaldi encontrava-se em desvantagem, por isso o líder decidiu mandar sua mulher em segurança para a terra. Para isso, disse a ela que descesse do barco e fosse para a terra em busca de reforços e permanecesse no continente. No entanto, não conseguiu ajuda e voltou. Perdendo a luta o casal decidiu fugir, mas não deixaram de lutar, participaram de outras batalhas no Brasil e no exterior. Em sua última fuga, Anita caiu doente. Em 4 de agosto de 1849, ela morreu grávida de seis meses do quinto filho, a causa de sua morte nunca foi esclarecida.


Fonte: Eliene Percília (Equipe Brasil Escola)


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