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Foto de Paulo Roberto Aisenman (abril de 2008).


Todo mundo conhece o nosso Monumento como "a estátua".  Para uma grande parte  dos lagunenses se falarmos do Monumento ao Trabalhador ficaríamos com uma interrogação. No entanto, todos, sem exceção, conhecem a estátua do Magalhães!


Nada melhor do que juntar o que as fotos e as histórias!  Assim, nesta página colocaremos a crônica deliciosa de Valmir Guedes Jr., publicada originalmente em seu blog em 23.04.2007, sobre o Monumento ao Trabalhador, quando na época também havia publicado as fotos de Carlos Araujo Horn. E  na página seguinte confiram as fotos!



Foto de Paulo Roberto Aisenman (abril de 2008).



                         A ESTÁTUA (OU PARA OS ÍNTIMOS, “A ESTÁLTA”)


Em meados da década de 40, foi erigido o Monumento ao Trabalhador, situado entre os bairros Magalhães e Mar Grosso, bem na rótula de entrada ao Porto lagunense.

A homenagem foi ao presidente Getúlio Vargas, que havia assinado em 16 de setembro de 1939, através do Decreto nº 11.676, a criação do Porto Carvoeiro da Laguna.

Seu Íris Luz, que tinha uma empresa de prestação de serviços, foi contratado para, junto com seus operários, efetuar o corte de pedras rosadas que serviriam para a base do monumento.

E assim foi feito. Utilizando-se de uma cãibra com talha de 5 toneladas, mais dezenas de operários, as pedras rosadas foram cortadas milimetricamente ali na Praia do Iró. A data que consta no verso das fotos é 03/05/1943.

As estátuas, obras de arte trabalhadas pelo Artista João Veloso, em bronze aplicada, mostram homens dedicando toda a sua força e vigor ao trabalho. Como estão seminus, até hoje ensejam comentários maldosos por parte de alguns, analfabetos na arte, incapazes de enxergar outros mundos além de seus umbigos.

Continuando: “Seu” Íris Luz, além desse serviço de corte das pedras, em muito contribuiu com o carnaval lagunense, através do bloco O Cacareco, da rua do Valo, no Magalhães, local onde residia. Mas isso é outra história que merece uma melhor pesquisa.

O corte das pedras usadas no Monumento, sendo feitas lá no Iró, e a base do Monumento sendo erguida em frente ao porto. (Fotos na página seguinte)

Seu Íris aparece, sozinho, em uma delas.

Penso que essas fotos são inéditas, pelo menos não lembro de tê-las visto estampadas em alguma publicação.

Quem as conseguiu e as remeteu para os leitores deste blog – e a quem desde já agradeço - foi Carlos Araújo Horn, já que seu Íris Luz vem ser avô de Quênia de Jesus Horn, esposa do Carlinhos, que encontrou os preciosos registros em seu arquivo de família.

O monumento está precisando de maiores cuidados. Luminárias estão queimadas e as pedras – como se pode constatar - estão precisando de uma limpeza urgente e as estátuas, de um óleo conservante.

Bem que a administração do porto da Laguna poderia adotar esta praça, este monumento, e fazer uma periódica manutenção. É o mínimo.


                                                 http://valmirguedes.blog.uol.com.br/



Foto de Paulo Roberto Aisenman (abril de 2008).