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Citando Saul Ulysséa, em seu livro "Laguna de 1880", de 1943:


Foto recebida de Dalmo Mendes Faísca.



Chamava-se caminho do Mar Grosso a estrada para aquele lugar, com cerca de quatro metros de largura.
A partir do largo da Carioca, do lado direito não existia edificação alguma até o Mar Grosso e do lado esquerdo logo no principio da estrada, duas casas próximas. Na primeira morava um pardo de nome Jerônimo, conhecido por Jerônimo Violá, carpinteiro construtor de navios e na outra, o preto Cipriano, pedreiro.
Ambos muito trabalhadores e que todos estimavam por serem honestos.
Daí até o Mar Grosso não existia edificação alguma.



ESTRADA DO MAR GROSSO



Foto de Dalmo Mendes Faísca.



Esta estrada, em continuação da rua Voluntário Benevides que terminava no antigo campo do Manejo, é atualmente prolongamento daquela rua.
Do lado esquerdo depois do quintal do campo, já descrito, uma cêrca de táboas até a esquina da atual travessa Luiz Nery e da travessa até o alto do morro, não havia uma única edificação.
Do lado direito, o terreno baldio das fontes da Figueirinha, fronteiro às obras do hospital, seguindo-se um terreno baldio até o da casa de propriedade e residência do Sr. Fortulino Pinho, fronteira à travessa Luiz Neri, no centro do terreno, cuja casa ainda existe, modificada.
Seguia-se uma pequena casa e terrenos baldios até as proximidades da rua Ulysséa, onde foi edificada uma pequena casa para uma cega, muito pobre, por subscrição pública promovida pelo sr. Antônio Gonzaga e que se conservou até hoje. Até o alto do morro não havia edificação alguma.
No alto do morro um grande pasto cercado tendo ao centro uma pequena casa pertencente ao sr. Manoel Pinho.
No cume do Morro do Cemitério, havia um pequeno cemitério, cercado de táboas, onde geralmente enterravam os que morriam de variola, epidemia que comumente nos visitava.
Naquele tempo não havia a secularização dos cemitérios em nosso país, estando êles a cargo das autoridades eclesiásticas, que não permitiam, inumações nos recintos dos cemitérios, de pessoas que se suicidavam. Eram elas sepultadas às cêrcas pelo lado de fora.



Foto de Dalmo Mendes Faísca.



MAR GROSSO



Somente seis casas existiam na praia balneária do Mar Grosso e morro próximo.
Uma no fim da estrada, pertencente ao Dr. Manoel Fonseca Galvão, Juiz de Direito, outra próxima à primeira pedreira beirando a praia, de propriedade do Sr. Francisco Maria da Silva, administrador da Mesa de Rendas Gerais e outra junta à pedreira, de propriedade do comerciante João de Sousa Guimarães.
Mais três casas, uma no morro, fronteira à pedra do Iró, do Sr. João Tomaz de Oliveira, coberta de zinco liso, pintada de vermelho. Outra na fralda do morro do Iró, pertencente a Pinto de Ulysséa e mais acima a do Sr. Manoel Alano Fernandes Lima.
Não havia as avenidas Costa Carneiro e Bicalho.



Foto de Dalmo Mendes Faísca.



Arquivo deste site.



Arquivo deste site.



Cartão postal dos anos 80. Foto recebida de Gilberto Bulos Remor.



Cartão postal do início dos anos 90. Foto recebida de Gilberto Bulos Remor.



Foto de Marco Senche.



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