Vista do Largo do Rosário, ao fundo e no alto, a Capela. Foto recebida de Dalmo Mendes Faísca.
Do livro "Coisas Velhas" de Saul Ulysséa:
A atual geração conheceu a Capela do Rosário ereta no alto do pequeno Morro do Rosário, antigo Morro do Potreiro. Não foi acabada internamente. Paralizadas as obras por muitos anos e não havendo conservação, foi demolida em 1933 por ameaçar ruir. A Irmandade instituida em 1835 era constituida, em sua maioria, por escravos, cuja pobreza não permitia contribuir para as obras de sua capela, com valores, mas cooperavam com os esforços físicos, transportando materiais para o alto do morro, muitas vezes até altas horas da noite, porque durante o dia tinham que trabalhar para seus senhores. Em Dezembro de 1836 fizeram a primeira festa de N.S. do Rosário, na Matriz e em 1840 resolveram a construção da capela, cujas obras só foram iniciadas em 1845. Devido à falta de recursos dos pobres escravos, sòmente em 1870 o edificio chegou ao respaldo. Nessa época e para poder ser feita a cobertura, foi vendida uma apólice adquirida pela Irmandade com o legado de d. Luiza Joaquina de Jesus e algumas esmolas. Em 1880 foi contratada com um marceneiro de nome Gustavo Scholts a terminação do altar-mór.
A cada um de vocês que carinhosamente nos envia fotos e comentários, lembrando que a memória da nossa terra não deveria ser esquecida ou guardada em gavetas, mas sim, passada adiante, nosso MUITO OBRIGADO!
A memória de uma cidade precisa circular entre os seus cidadãos!
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