Texto gentilmente cedido pelo Sr. Mário José Remor
Nasceu em Laguna em 13 de maio de 1881 e faleceu 13 de dezembro de 1918. Seu pai, José Goular Rollin, de origem francesa e sua mãe, Emília Cândida da Silva, vieram de Angra dos Reis, estado do Rio de Janeiro, para trabalhar nos Correios como telegrafistas. René foi casado com Maria Pinho de Oliveira (Mariquinha). Tiveram 3 filhos: Célio, Cerize e Celi, este falecido ainda garoto.
René Rollin foi um grande idealista, um grande e respeitado lagunense.Para se compreender ainda melhor seus ideais, abaixo lista-se as "leis" dos escoteiros:
1 - O Escoteiro tem só uma palavra;
2- O Escoteiro é leal;
3- O Escoteiro pratica diariamente uma boa ação;
4- O Escoteiro é amigo e irmão dos seus companheiros escoteiros;
5- O Escoteiro é cortes;
6- O Escoteiro é bom para os animais;
7- O Escoteiro sabe obedecer;
8- O Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades;
9- O Escoteiro é econômico;
10- O Escoteiro é limpo de corpo e pensamento, de palavras e ações.
Escoteiros em 1924. Foto de Dalmo Mendes Faísca.
É raro que um bom escoteiro não tenha sido um bom cidadão. Dedicou-se, René, também ao lado espiritual da vida. De acordo com a ata de reunião de 17.04.1910 - do Centro Espírita - Fé, Amor e Caridade, René com apenas 29 anos de idade, fez parte da diretoria desta entidade, na comissão de exames de contas, juntamente com Luiz Nery Pacheco dos Reis e Octavio Carneiro. Para mais comprovante de que a origem dos Rollin é francesa, encontramos em Paris - a estação de metrô Ledru Rollin. Também citado no livro memórias Póstumas de Brás Cubas - de Machado de Assis - página 196, Ledru Rollin foi político e advogado francês (1807-1874). Defensor do sufrágio universal. Existe também uma rua em Paris com o nome de René Rollin. Calro que não é o nosso René, mas um antepassado.
A todos vocês que nos enviam fotos, textos, comentários e incentivos, nosso MUITO OBRIGADO! É para vocês que fazemos o site, é graças a vocês e para vocês que o site existe! A memória de uma cidade precisa circular entre os seus cidadãos e não deveria nunca ficar esquecida na gaveta das memórias individuais!