Muita gente ainda lembra como se fosse hoje daquele navio afundando pouco a pouco na praia do Gi. Era o Malteza S que se impunha em nossas águas claras, espalhando além de sua presença, sua carga de milho e seu óleo negro. Muita gente teria também histórias para contar deste navio e de sua tripulação, porque o que acontece em Laguna nunca acontece por acontecer somente, sempre deixa rastros... e não somente rastros ruins! Quem sabe as imagens não trarão de volta as lembranças?
O navio Malteza S antes do fatídico acidente. Foto de André Flores.
Malteza S. navio que encalhou na praia do Gi em maio de 1979. Foto enviada por Jairo Viana de Oliveira Jr.
O navio grego Malteza S de 147 metros e propulsão a diesel, seguia da Argentina para a Itália, quando encalhou a 300 metros da Praia do Gi em frente a Laguna. Segundo a versão oficial dos tripulantes, o motivo do acidente, teria sido problemas mecânicos na embarcação.
Na mesma semana do acidente, a carga de 8 mil toneladas de milho do navio começou a escapar dos porões cobrindo a Praia do Gi com os grãos. Vinte e cinco dias depois do encalhe, começou o derramamento das 450 toneladas de óleo combustível. O Malteza se transformou no maior desastre ambiental de santa Catarina, obrigando as autoridades a tomar providências imediatas. O problema levou seis meses para ser remediado, com liberação das praias.
falou-se na época da tentativa de recebimento de seguro. A embarcação foi desmontada pela seguradora e o pouco que continuou exposto, com o passar dos anos, afundou na areia ou foi destruído pelo mar, restando exposta até 1994 partes do mastro.Aconteceram cinco mortes nos destroços após o encalhe: três mergulhadores que trabalhavam na remoção do milho. Segundo conta-se, a carga fermentou e provocou intoxicação nos mergulhadores e dois ocupantes de um pequeno avião que bateu em um cabo de aço esticado da praia ao navio
Dados recebidos do muito atencioso Maurício Carvalho do site
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