Quem não tem "aquela" história para contar sobre "aquele" colega ou "aquela" professora, ou "aquele" dia de aula?
Todos tem algo pra contar. E parece que um dia ou outro todo mundo estudou alguma vez em Laguna. Ou com alguém de Laguna... é o seu caso?
Olha, mesmo se não for (o que é quase impossível, dizem que tem lagunense em todos os lugares...) divirta-se relembrando conosco os maravilhosos momentos dos tempos de estudante. E, caso tenha algum aí... manda pra nós... Vai, .. deixa a gente ver como era... vai...
Estudantes do Colégio Lagunense, Murilo Speck (sentado), Maria da Penha Silveira Pinho ( em pé à dir.). Foto recebida de Yuri Rodrigues Speck. Se você reconhece os outros estudantes da foto, envie um email dizendo os nomes para coracional@bluewin.ch
GINÁSIO LAGUNENSE
O Albor no. 2680, 27/04/1957
Publicamos, a seguir, um resumo do discurso com o qual o prof. Ruben Ulysseá, atual diretor do Ginásio Lagunense, abriu a sessão comemorativa do 25º aniversário da fundação dessa casa de ensino.
Começou por dizer que foi, certamente, pelas funções que no momento exerce no Ginásio e pela circunstância de ser um dos mais antigos membros do seu corpo docente que lhe confiaram os companheiros o encargo de abrir aquela sessão comemorativa, fornecendo aos ouvintes o histórico da criação do estabelecimento e um relato das suas atividades nestes vinte e cinco anos de trabalhos educativos. Em seguida, passou a historiar a fundação do educandário. Informou que não era, em verdade, naquele ano de 1932, uma idéia nova, a da criação, nesta cidade, de um estabelecimento de ensino secundário destinado a servir a juventude conterrânea. “Já no começo do século, no mesmo casarão onde hoje está instalado o Ginásio funcionaram, mantidos pelo Governo Municipal, cursos de ensino médio, ministrados, em épocas diversas, pelo dr. João Carlos Greenhalgh, pelo dr. Heráclito Carneiro Ribeiro e, por esse eminente professor que até bem pouco pontificava na cátedra do Colégio Pedro II, que é José Oiticica”. Mas, esses cursos, sem dúvida excelentes, não obedeciam à programação traçada, pelo governo Federal e não eram reconhecidos, não proporcionando, assim aos seus alunos, o direito ao prosseguimento dos seus estudos em outros cursos de acesso às faculdades. Daí, talvez, porque tiveram pouca duração.
“Mas, se não lograram maior êxito esses cursos de nível médio, aqui se aperfeiçoou, a partir de 1911, a instrução primária. A reforma do ensino público estadual, processada no governo Vidal Ramos, o interesse votado por esse clarividente homem público ao problema da educação, teriam animado o então prefeito municipal Oscar Guimarães Pinho a inaugurar uma nova era na história educacional da cidade. E na sua administração, a 3 de maio daquele ano de 1911, nesse mesmo velho prédio, marcado pelo destino para servir a tão elevados fins, foi instalado o “Colégio Stella Maris”, que profunda influência iria exercer na educação das crianças conterrâneas. Orgulho-me de ter sido um dos primeiros alunos que ali se matricularam (Na verdade, Ruben Ulysséa foi o primeiro aluno a se matricular).