PRIMEIRA PÁGINA
ATUALIZAÇÕES
DEIXE UM RECADO!
QUEM SOMOS
AVISOS IMPORTANTES
A CIDADE
A CIDADE EM MOVIMENTO
A CIDADE VISTA DO ALTO
A DISPUTA DO PORTO
A ESTÁTUA
A RODOVIÁRIA
A RUA DA PRAIA
A VIDA E OS PORTOS
A VIDA E OS PORTOS II
AS PONTES E FERROVIA
AMIGOS
AMIGOS II
ANITA GARIBALDI
ANITA GARIBALDI II
ANITA GARIBALDI III
ANITA E GETÚLIO
ANIVERSÁRIOS
BAILES DE DEBUTANTES
BALNEÁRIO MAR GROSSO
BALNEÁRIO MAR GROSSO II
BARES E RESTAURANTES
BOULEVARD
CADEIRINHA DO BACHA
CAIXAS DO GÊ
CAPELA DO ROSÁRIO
CARNAVAIS EM LAGUNA
CARNAVAIS EM LAGUNA II
CASAMENTOS
CINE TEATRO MUSSI
CRIANÇAS
CRÔNICAS DA CIDADE
EM VOLTA DO JARDIM
ESCOTISMO
ESPORTES
ESTUDANTES
ESTUDANTES II
Estudantes II 2
Estudantes II 3
Estudantes II 4
Estudantes II 5
Estudantes II 6
FAMÍLIAS
FAMÍLIAS II
FAROL DE STA MARTA
FATOS & FOTOS
FAZENDO ARTE
FUTEBOL
FUTEBOL II
FUTEBOL III
FUTEBOL IV
FUTEBOL V
HOSPITAL
JORNAIS & JORNALISTAS
LARGO DA CARIOCA
MALTEZA S
MISCELANEA
MORRO DA GLÓRIA
NAVEGANTES
NOSSO POVO
PERSONAGENS
PERSONALIDADES
PEDRO RAIMUNDO
PONTOS TURISTICOS
PRAIAS LAGUNENSES
PRIMEIRA COMUNHÃO
RELIGIOSOS DIVERSOS
REVISTA DO GLOBO
SANTO ANTÔNIO
TROFÉU MOCORONGO
VICENTINOS
LINKS & LINKS
   
 



Concurso de Miss Estudante dos anos 70 realizado no Ginásio "coberto". A 1ª da direita p/esquerda é Marilene da Silva Roque, a Leca, hoje casada com Ademir Roque, o Filho. Quem conhece as demais? Envie seus comentários para o email coracional@bluewin.ch



                                        OSSOS DOS ESTUDOS


                                                         Jacqueline Bulos Aisenman

    

Navegando nas águas estudantis, nada melhor do que mergulhar naquilo que se fazia nas horas em que, justamente, não se estudava.
Os grupos de meninas (mocinhas, a gente preferia) que ia ver (torcer por, a gente dizia) os garotos jogando futebol de salão no ginásio coberto. Nossa! Cada uma tinha o seu “craque”, os cotovelos se cutucavam o tempo todo, olhares e sorrisos se cruzavam... tudo para depois escrever nos cadernos poemas inspirados e apaixonados que a grande maioria dos beckans, ronaldos e cacás nunca ficaram nem sabendo!
Tinha também as gincanas do CCL. Nós, que estudávamos durante o dia e não participávamos ativamente das equipes, fazíamos parte da fervorosa torcida. Ou então acabávamos participando como coadjuvantes, dando uma mãozinha, fazendo alguma coisa para estar presente naquele jogo que fazia a cidade inteira se movimentar. Uma vez fui Carmen Miranda para uma equipe. Meu irmão Karim e um amigo que infelizmente não lembro o nome, fizeram uma representação homérica da música Severina Chique-Chique. Jairo Barcelos fez representações maravilhosas, e muitas vezes. Muitas pessoas ajudavam a catar quilos e quilos de mantimentos. E outras mais, montes de livros e outras coisas que eram doadas a diversas entidades. Todos os anos novos desafios faziam novas equipes saírem pela cidade em busca da realização. Sensação de jogar com a vida, a favor dela.



Ah, e tinha o concurso de Miss Estudante. E deste eu tenho uma historinha particular. Cada concurso tinha a sua representante, todos os anos. Naquele ano a nossa representante quebrou o pé, a perna, sei lá. E como sempre, eu fui procurada (para variar às pressas) pelo Comitê do tal evento para representar nosso amado curso. Com os ossos dos dois pés inteiros, não deu pra recusar. Disse que tinha o vestido, avisei que não tinha uma sandália ou sapato alto que combinasse e eles ficaram de levar o tal sapato e o “traje típico”.
Naquela noite, entre todas as candidatas, fui a mais sorridente. Sorri do início ao fim do desfile. Sorri vestida com o medonho traje típico (uma coisa preta terrível com uma peruca colorida ainda mais feia..., típica talvez de Urano) e sorri com meu lindo vestido salmão. Sorri quando me classificaram entre as dez. Sorri, sorri. Sorri até mesmo quando me deram o terceiro lugar. Sorri durante as longas horas que se passaram entre o início e o fim do concurso.



Aliás, para quem olhava direito, eu não sorria... eu ria. Ria pra não chorar. Pra não chorar de raiva e de dor. Porque meu pezinho de Cinderela é número 37 e passei horas desfilando e gemendo numa sandália 35. Ganhei uma coleção de calos proporcional ao número de palavrões que consegui memorizar.
Todo o pessoal do meu curso quando eu passava, me abanava, batia palmas e gritava:
- Aí Jacque!
- Já ganhou!
E eu lá.... sussurrando, murmurando, tentando fazer alguém entender no meio do sorriso:
- ... preciso sair... me chamem lá fora... preciso parar... eu vou cair... suas pragas...ai.. que dor no meu pé.. me tir...
Não deu certo, tive que esperar acabar. Meu sorriso me calou. Ossos do...dos estudos.


    Publicado em meu blog http://certaslinhas.blogspot.com/2007/04/ossos-dos-estudos.htmlem 30 de abril de 2007.



Heloísa Nobre, preparada para a "marcha" de 7 de setembro de 1974.



Meninas da 8a série A de 1975 em excursão no belo local denominado "Refúgio", perto de Blumenau. Em pé: Mariléia, Patrícia, Rita e Maristela. Abaixada: Saionara. Sentadas: Nadine, Neli, Rita de Cássia, Jacqueline, Mônica, Zuleida, Zenaide e Rosalba.



Meninas da 8a série A de 1975 em excursão no belo local denominado "Refúgio", perto de Blumenau. Em pé: Rosalba, Zenaide, Jacque, Mônica, Saionara e Rita. Abaixadas: Maristela, Rita de Cássia, Patrícia e Nadine.



Refúgio, excursão da 8a série A do CEAL. Na foto, Rita, Rosalba, Jacqueline e Saionara.



Meninas da 8a série A de 1975 em excursão na cidade de Gaspar. Atrás: Mariléa, Rosalba e Jacqueline. Na frente: Rita, Zuleida e Nádia.



Meninas da 8a série A de 1975 em passeio ao Mar Grosso: Rosalba, Nereide, Jacqueline, Regina e Fátima.



               O PROFESSOR, A FISICA E O SILVIO SANTOS


                                                    Jacqueline Bulos Aisenman

Naqueles que eu já começo a quase ousar chamar longínquos tempos de adolescência, muitos foram os momentos que marcaram. Definitivamente. Aqui vai um deles.

Nosso professor de Física vinha de Florianópolis para Laguna especialmente para nos dar aulas. Claro que na época fazíamos algum esforço para compreender o seu sacríficio pela educação de alunos que eu não chamaria de selvagens, mas de reticentes... Mas o esforço se acabava junto com a vontade de acordar aos sábados (sábados!) para começar as aulas exatamente às sete e meia da manhã. Não, adolescentes que me lêem, vocês não estão sonhando. Sim, pessoas com um pouco mais de idade do que eu que estão lendo agora, é a pura verdade. E vocês, colegas, lembram?

O professor Sérgio Nacif vinha de Florianópolis legar seus conhecimentos aos seus alunos conterrâneos! Sorte dele e nossa é que, no instante em que ele dava a aula por iniciada e desta forma começava então suas viagens através da Física, o mundo lá fora perdia o interesse. O mundo que ele nos trazia através de suas palavras, de suas experiências, comparações, tudo era tão cheio de importância que a gente esquecia que estava numa sala de aula. Esquecia o horário, o sábado e até o fato de que eram 3 aulas seguidas. Algumas vezes 4. Eu bem que disse... E é verdade.

Perdi o medo que eu tinha de trovões durante suas aulas. Chovia forte, raios e trovões me faziam pular da cadeira. Não sei se ele notou ou não. Mas sei que naquele dia grande parte de nosso curso foi sobre o assunto. Saí de lá com pose e suficiência para mim e para dividir (bem mais tarde, meus filhos pequeninos e eu, só mãe, dizendo: "... então, se a gente tá escutando este barulhão é porque o raio já caiu bem longe de nós, viu!").

Nesse mesmo ano Laguna entrou na famosa competição Cidade contra Cidade, qualquer coisa assim, lá do Sílvio Santos. E eu, como não perdia uma oportunidade de ganhar o meu ajudando aqui e ali (e se pudesse ainda aproveitando a novidade!), fui fazer extras na Prefeitura. Estas últimas palavras significando ajudar uma equipe estabelecida de pessoas a achar tudo o que fizesse Laguna ganhar a competição. E lá ia eu. Claro, assim também acabei indo ao próprio programa Sílvio Santos a cada vez, o que equivalia a perder as aulas de sábado...

Do programa tenho várias histórias para contar (o meu pai e seu monstro da lagoa - esta, eu juro que eu conto depois! - e seu papo de mais de meia hora com o dono do programa - que não foi ao ar; Sílvio Santos que queria me colocar pra concorrer; minha bolsa que desapareceu no momento dos aplausos e etc.).

Mas a melhor de todas, vêm de quando Laguna foi, que pena! desqualificada lá pela terceira vez de sua já famosa participação no Cidade Contra Cidade. Eu então, mais do que naturalmente, lá voltei em direção à sala de aula do CEAL para nossos matinais sábados de Física. Qual não foi minha surpresa ao ser recebida pelo professor Sérgio com um grande sorriso e em seguida as frases que me "colariam" na carteira até o fim do ano:

- Miss Laguna! A que devemos esta honra? Acabaram-se os compromissos? Não tem mais nada de mais importante pra fazer na cidade? Então bem-vinda! Espero que goste das aulas e fique conosco até o final do ano!

Ele nunca mais tocou no assunto. E eu batalhei pra ser o que ele esperava de mim: uma excelente aluna e não somente qualquer miss Laguna. Se consegui não sei, mas terminei bem o ano e, mais do que as boas notas e os conhecimentos de Física, guardo ainda hoje o ser humano dentro de mim. Ele e os seus sábados terrivelmente matutinos que hoje me fazem sorrir...



Não deixe o tempo levar, não deixe a memória apagar... Professores, estudantes, todos tempos lembranças a compartilhar! Traga as fotos, as suas recordações e vamos lembrar juntos!


Se você se reconhece ou reconhece alguém nas fotos, se deseja nos contar histórias dos seus tempos de estudante, nosso email é coracional@bluewin.ch