Igreja Matriz no ano de 1894, quando o jardim ainda não existia. Arquivo pessoal de Dalmo Faísca.
1902 - Visita do Bispo D. José de Camargo Barros - note-se o calçamento da rua Jerônimo Coelho (1ª rua calçada), com pedras solteiras. Foto enviada por Antonio C. Marega.
Matriz Sto. Antônio dos Anjos em 1906 em foto anterior ao jardim que hoje conhecemos (na época, conhecia-se como Campo do Manejo). Mostra o "Campo do Manejo", hoje Praça Vidal Ramos. Já foi XV de Novembro, Marechal Floriano e também Floriano Peixoto..Temos ai nossa Igreja Matriz, a casa dos Souza, a antiga sede do Congresso. Uma pontinha da Casa de Anita aparece ali. Nessa época não tínhamos o Blondin, claro, o monumento da Glória, a Cruz do Século, e nem existia a Praça. Quem será o "homem de branco"? Foto e comentários enviados por Carlos Araujo Horn.
Antigo Clube Congresso Lagunense, construção de madeira, foto de 1920. Arquivo pessoal de Dalmo Faísca.
Citando Saul Ulysséa (Laguna de 1880):
CAMPO DO MANEJO
Antiga praça da Matriz, hoje praça Marechal Floriano. Uma grande parte do antigo campo desapareceu com a edificação do primeiro quarteirão da rua Voluntário Carpes. Começava em uma fonte, no local onde está edificado o Forum, denominado Figueirinha, que se tornou famoso por ter sido ali que se deu o primeiro encontro de Garibaldi com Anita, segundo velha tradição. Parte do campo era de banhados, contendo a parte seca muito guaxima. Em frente ao local onde está edificado o “Congresso Lagunense”, ninguém passava, porque era atoladiço e nas mesmas condições em frente ao atual “Cine Palace”. Ali a garotada usava armadilhas para apanhar quero-quero, que havia em quantidade. Não existia a rua Voluntário Benevides e a atual praça.
Festa religiosa no Campo do Manejo. Foto dos arquivos de Dalmo Mendes Faísca.
O lado direito era campo aberto e o esquerdo fundo de quintais e terenos baldios. Só existia uma casa na esquina da rua Benevides já descrita e próxima à atual travessa Manoel Pinho, uma casa pequena dentro de um cercado, onde morava um carpinteiro de nome João, conhecido por João Papinha, muito trabalhador. Da esquina da rua Voluntário Benevides, até as proximidades da Matriz, havia uma passagem sem banhado nem guaxima. Via-se por todo o campo, animais soltos: vacas, burros, cavalos, fartando-se na pastagem existente. Algumas cabras e carneiros. Muitos dêles ficavam à noite, de forma que várias vezes, nas noites escuras os transeuntes descuidados pensando em seus amores ou em seus negócios, tropeçavam em uma vaca deitada a ruminar. Outras vezes alguem ao aproximar-se, despertava um burro que bufando fortemente, como é costume, disparava assustado, assustando o sujeito que fugia em sentido contrário. O mesmo ocorria no campo da Carioca e na praça Conde d’Eu, onde também havia pastagens.
Festa religiosa no Campo do Manejo. Foto dos arquivos de Dalmo Mendes Faísca.
Na parte léste do campo próximo à Figueirinha havia um terreno amurado de propriedade do sr. Francisco Fernandes Martins. O quarteirão fronteiro à Matriz compunha-se de uma casa na esquina da rua Jerônimo Coelho, já descrita e uma cêrca de táboas carunchosas que ia até a atual rua 15 de Novembro. Havia ali um capinzal tomando todo o terreno. No quarteirão que vai da rua Voluntário Carpes à de Santo Antônio, existia, na primeira esquina, um pardieiro e no meio do quarteirão uma casa de porta e janela, por acabar, pertencente a um pardo carpinteiro de nome Alipio, apelidado Bacalhau. Na esquina da rua Santo Antônio, um terreno baldio. Do lado esquerdo da Matriz, o cemitério da Irmandade de Santo Antônio e ao lado do cemitério, uma casa, muito antiga ainda existente que afirmavam ser um dos mais velhos prédios de Laguna. Foi ali que Anita Garibaldi festejou seu primeiro matrimônio com Manoel Duarte de Aguiar, em 30 de agosto de 1835. A Matriz, edificada em 1738, sem as atuais torres que foram construídas em 1894 e sem o relógio colocado em 1935. Ao lado direito da Matriz, um cemitério, cercado de táboas sôbre um alicerce de pouco menos de um metro de altura, que ia até o edificio da Irmandade do Divino Espírito Santo, denominado “Imperio”, de bôa construção, onde hoje é a casa paroquial.
Os primórdios do Jardim. Foto dos arquivos de Dalmo Mendes Faísca.
O jardim de então visto de outro ângulo. Deste lado vê-se bem a casa do comerciante João Thomaz de Souza, que mais tarde daria lugar ao atual Banco do Brasil. Foto dos arquivos de Dalmo Mendes Faísca.
A Igreja Matriz, ainda sem o seu relógio. Arquivo deste site.
Belíssima foto da Igreja Matriz já com o jardim. Arquivo pessoal de Dalmo Faísca.
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