1925 - Momento da retirada da cerca do Jardim Calheiros da Graça, colocada quando de sua inauguração (1915), para os animais não entrarem. Foto e comentários recebidos de Antonio C. Marega.
Vista do jardim e da Rua 15 de Novembro. Arquivo pessoal de Dalmo Faísca.
Vista lateral do Jardim, visto da rua XV de Novembro, outro ângulo. Arquivo pessoal de Dalmo Faísca.
1931, ao fundo a Matriz de Santo Antônio dos Anjos. Arquivo pessoal de Dalmo Faísca.
Vista do jardim, ao fundo o antigo Clube Blondin (direita) e a antiga Rádio Difusora (esquerda). Foto de 1920, arquivo pessoal de Dalmo Faísca.
Um momento de lazer nos bancos do velho jardim. Ao fundo o Clube Blondin (antigo). Arquivo deste site.
Citando Saul Ulysséa, do livro Laguna de 1880:
O “Teatro 7 de Setembro”, pertencente a uma sociedade, entre dois terrenos baldios. Foi organizada uma sociedade para sua construção sendo emitidas ações de 50$000. A pedra fundamental foi colocada em 7 de Setembro de 1855 e terminada a construção em 1858, realizando-se o primeiro espetetáculo em 10 de Outubro de 1858. De regular altura, com platibanda sem enfeite, tendo na frente uma escadaria de tijolos em pé, sem revestimento, de cinco degráus. O piso ao alto da escadaria de cêrca de dois metros de largura em tôda frente do prédio, não era calçado. Com um pequeno saguão na frente e pequena platéia, provida de bancos com um corredor de cêrca de um metro n centro e dois laterais mais estreitos. Duas frisas aos lados, mais altas que a platéia e uma galeria ao alto em toda volta, provida toda ela de bancos em três planos. Junto à ribalta um pequeno espaço de cêrca de dois metros e meio.
Primeira fachada do Theatro 7 de Setembro, inaugurado em 7 de setembro de 1858. A foto é de 1923, nesta década, o prédio sofre uma reforma e adaptação para cinema, Centro Cultural Santo Antônio dos Anjos. Foto e comentários de Antonio Carlos Marega.
(Foto: Arquivo deste site) Não era uso as senhoras sentarem-se na platéia que era reservada para os homens e a galeria era ocupada pelas senhoras sómente. As de mais distinção social, não se sentavam nas frisas. Em 1880 havia separação entre as pessoas brancas e s de côr; a estas não era permitida a entrada no teatro. Mais tarde foi-lhes reservada uma das frisas. Depois da lei de 13 de Maio, foi-se modificando esta distinção absurda e os homens de cor adquiriram seus direitos sociais. O cinema que apareceu no Rio de Janeiro no fim do século passado com o nome de “animatografo”, que depois passou a denominar-se “cinematografo”, só apareceu em Laguna no princípio dêste século. As diversões preferidas em nossa cidade eram os bailes e espetáculos.
Havia bons amadores que de quando em vez representavam no “7 de Setembro”. Entre os amadores destacavam-se pela perfeição do seu trabalho, as senhoras Júlia Monte Claro, que trabalhava como se fosse artista profissional, Julia Cândida, Rosalina Paiva, Geraldina Barreto, filha do sr. Antônio Barreto e os srs. José Goulart Rollin, que trabalhava admiravelmente e era o ensaiador, Bento Cabral, Alfredo Gonzaga, José Fernandes Monte Claro, Antônio Matos, José Monteiro Cabral, José Martins Cabral, João Guimarães Pinho, Ayres Ulysséa e outros.
Continuadamente exibiam-se bôas companhias dramáticas, que encontravam ótima aceitação por parte do público. Passando o terreno baldio lateral ao teatro, um prédio de bôa construção, onde morava seu proprietário, Marcolino Monteiro Cabral.
"Manoel Américo, alto, pálido e magro, usava bigode, uma perazinha, alourados. Muito espirituoso e alegre, com todos pilheriava. De quem não gostava, arrasava com ditos e satiras por vezes pesadas. Quando havia espetáculo, no teatro “7 de Setembro” enchia os bolsos de amendoim torrado para bombardear uns e outros. Pertencia ao partido Liberal."
Antigo Cine Central após o incêndio. Nas mesmas instalações do Cine Central funcionou o Theatro 7 de Setembro. Arquivo deste site.
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