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Não deixe morrer na sua mente as lembranças e nas gavetas as fotos! Escreva, envie fotos e recordações dos velhos carnavais lagunenses! Vamos viver juntos esta emoção!

Bola Branca ou Bola Preta? E antes disto? Quem participou? Quem lembra? Quem tem fotos? Desfilou em alguma escola de samba? Manda foto pra gente! coracional@bluewin.ch

Muito obrigado a vocês que estão enviando fotos e recordações e assim, desta maneira, estão revivendo a memória da Laguna e dando tanta alegria a muitos corações!



Bloco infantil dos Xavantes do bairro do Magalhães em 1957. Da esquerda para a direita, o segundo é Jair Hermenegildo Pereira e o quarto o conhecido Zé Mala. Foto enviada por Gracinha.




Desfile da Bandinha Maluca em 1965. Foto enviada por Jairo Viana Duarte.




                             MANECA FORTES – O FOLIÃO SOLITÁRIO


                                       Uma crônica do jornalista Agilmar Machado


Maneca Fortes. Foto de Valmir Guedes Jr.


Uma garrafa de "crush" (aneladinha), uma faca de cozinha "afanada" da dona Jandira, sua mulher (filha do velho e querido marceneiro Pigozzi), uma fantasia bolada por ele mesmo, era tudo o que o Manéca precisava para fazer seu carnaval particular todos os anos.
Com os "instrumentos" acima arrancava um som de reco-reco perfeito e ritmado.
Seus afazeres limitavam-se a gerir os destinos da Churrascaria Porto Alegre, atrás da Rádio Difusora, hoje um terreno baldio defronte a casa do amigo Munir. Era um  comerciante "avançado", pois enquanto dona Jandira ficava na cozinha e na churrasqueira lá nos fundos, ele fazia "relações públicas" papeando e bebericando com os clientes. A
clientela era a fina seleção dos mais arraigados boêmios, com raras exceções: músicos, cantores, jornalistas e radialistas. Para a fase dos anos 50 não precisa acrescentar muito mais para avaliar o quadro: fofocas, piadas, marcação cerrada em quem passava. ...e pobre de quem cruzava pela frente quando o bando estava reunido...
O Maneca tinha um coração de ouro e uma alma diáfana como cristal. Isso compensava sua feiúra assumida: de pequeno porte, queixo saliente, nariz adunco e fazia caretas de fazer rir até aos mais azedos tipos. Apesar disso era valente e topava qualquer  parada...
Um dia o Manéca aparece na Churrascaria todo lanhado, cheio de hematomas e esparadrapo por todo lado... A gozação foi geral: finalmente dona Jandira resolvera dar um jeitinho nele... Mas estávamos enganados.
Maneca tinha uma tarefa que, vez por outra, ele encarava até porque se fazia respeitar quando necessário: levar loucos para internamento em São Pedro de Alcântara!
Um dia Pedro Francisco, que era o chefe pessedista imbatível de Pescaria Brava contratou seus serviços. Só que o louco era um jovem de excelente aparência, alto, feições simpáticas...mas louco!
Manéca tomou o ônibus da Empresa Glória, do Hindemburgo Moreira, e se foi no dia posterior,  não descuidando de botar o louco "prensado"
entre ele e a janela do coletivo. E o louco começou a incomodar. A cada incômodo, um tapaço do Manéca, o que o fazia ficar quieto por alguns quilômetros.
Manéca era íntimo amigo de uma "recepcionista" da colônia de loucos. Ao desembarcar num caminho que levava até a portaria da colônia, eis que não aparece aquela que era amiga do Manéca, mas uma polaca de mais ou menos 2m por 80cm, que mais parecia uma lutadora de sumo de hábito... Quando ela olhou os dois vindo na altura do pátio, o louco resolveu tirar uma de bonzinho e agradecido, abraçando o Manéca pelo pescoço e
pegando uma de suas mãos com o outro braço... Não deu outra: a "recepcionista" foi direto no cangote do Manéca, aplicou-lhe uma imprevisível "chave" e o pôs sobre seus ombros. Ele, esperneando e berrando que "o louco era o outro" (que ia  saindo de fininho), foi jogado sobre um sofá (meio gasto pelo tempo), não sem antes levar muitas porradas. "Louco é o outro?", dizia a "recepcionista"; "Essa conversa velha todos tentam aplicar por aqui"! É que a amiga do Manéca tinha entrado em férias e ele não sabia...
(O louco apareceu de volta alguns dias depois. Novo pedido para o Manéca levá-lo. A resposta do Manéca é IMPUBLICÁVEL!). Com alguns percalços, quem viveu a década de 50 na Laguna, recebeu um perene prêmio divino e inolvidável...  Que saudades do Manéca e sua turma da Churrascaria Porto Alegre




Esta foto é de um carnaval da década de 60. Difusora e Garibaldi transmitiam do palanque armado na frente da casa do Sr. João Thomaz de Souza, hoje o Banco do Brasil. Da esquerda para a direita: Carlos Araujo Horn e Jucemar Otávio Tomaz pela ZYH-6, Difusora, e em seguida, com o microfone em punho, nosso colega já falecido, José Agostinho Ambrozini pela ZYT-45, Garibaldi. Comentários de Carlos Araujo Horn. Foto do jornal "O Liberal".




Bento Pascoal Machado (Bentinho), fantasiado e posando na frente do Museu Anita Garibaldi (Notem que na época, antes de 1964, o Obelisco ainda ficava na praça em frente ao Museu). Foto recebida de A. Bandeira.




Bento Pascoal Machado (Bentinho), fantasiado e posando no Clube Anita Garibaldi. Foto recebida de A. Bandeira.




Jairo Duarte na Bandinha Maluca em 1970. Foto recebida de seu filho Jairo Viana Duarte.




Integrantes da Escola de Samba Brinca Quem Pode posam no palco da Difusora. Foto e comentários de Valmir Guedes Jr.




Carnaval da Laguna em 1962. Na passarela da rua Jerônimo Coelho, Praça Vidal Ramos, o famoso bloco CACARECO, do “seu” Íris, do bairro Magalhães. Era a alegria do público, principalmente da criançada, arrancando aplausos e risos.Em primeiro plano, na foto, Gonçalo Barbosa fantasiado de gorila, personagem obrigatório do bloco, e o maior sucesso. Foto e comentários Valmir Guedes Jr.




Muito obrigado a vocês que compreendem o quanto é importante compartilhar não só a história, mas as também as vivências de cada um para que a memória de nossa cidade continue viva e nos enviam fotos, crônicas, histórias, recordações!

Carnaval nos salões ou nas ruas, a Laguna sempre foi campeã em alegria!

Você tem fotos suas com aquela fantasia? Tem fotos da sua turma? Dos seus amigos, familiares? Aumente a nossa alegria, vamos lembrar juntos dos carnavais lagunenses! Envie fotos, recordações, conte histórias! Por que só você ficaria de fora?

Você, a sua turma, a sua família, tem que estar aqui também!

Esperamos você no email coracional@bluewin.ch